Fabiano Rampazzo especial para Olla Blog.


Este post é dedicado cemporcentoalmente às mulheres.
Moça que está sentada à frente do computador, você já parou para pensar no poder que uma calcinha de algodão pode exercer sobre o homem? Já se deu conta de que mesmo o mais reto dos cidadãos pode se esfalfar em lágrimas de emoção diante dessa algodoada peça de roupa?
Você que, quando quer seduzir, pensa apenas em rendas de cores lancinantes, abra seus horizontes para o universo que pretendo apresentar nas próximas linhas deste post.
Uma calcinha de algodão, branquinha, coloridinha, lisa ou com listras, de corações ou estrelinhas, pode arrebatar o sujeito com uma exatidão que renda nenhuma ousaria ter. Isso porque a força da sensualidade está exatamente no fato de ela não ser algo explícito. O erótico hipnotiza mais que o pornográfico. O sensual hipnotiza mais que o erótico. E uma calcinha de algodão doce traz em cada fio a essência da sensualidade mais subliminar.
Sem contar que o pedaço de pano que reverencio aqui remete à ninfeta que todo homem idealiza e que, acredite, toda mulher esconde dentro de si. Desabotoar e derramar o zíper da calça do pitéu, deslizar o jeans por suas pernas e deparar-se com uma calcinha de algodão, ornamentando cada centímetro daquela cinturinha, não é para qualquer um, meu bem. Eis cena digna de aplausos.
Inclua, sim, dentro de sua gaveta de roupinhas de guerra, uma ou duas peças de algodão. Dê de presente ao homem que você escolheu esse poema algodoado. Deixe-o se deliciar em seus versos de pano e seja, por fim, essa poetiza inocente e capciosa como toda grande artista é. Algodoe-se e faça-o feliz.

