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A sexualidade no idoso.

quarta-feira, dezembro 16th, 2009

Luís Fernando especial para Olla Blog.

Creio que ainda haja quem pense que idosos não têm ou não podem ter uma vida sexual como os adultos. Isso é tão introjetado culturalmente que existe até marchinha de carnaval dedicada aos velhinhos: “A pipa do vovô não sobe mais…”. Felizmente, a forma como encaramos a sexualidade entre os idosos vem mudando.

Em 1907, Alois Alzheimer definiu uma patologia resultante das “consequências naturais da senilidade”. Cem anos depois, trabalhamos com um outro paradigma. Consideramos o envelhecimento uma condição que fragiliza, não que causa a  doença. Há pouco tempo, definiu-se o conceito de envelhecimento bem-sucedido, o que quer dizer que o indivíduo pode envelhecer com saúde até aproximadamente o momento da morte. Senilidade, por outro lado, hoje define o envelhecer com doenças crônicas.

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Um dos objetivos da geriatria é oferecer conhecimento para os indivíduos, principalmente os que estão fora da faixa etária geriátrica, para um envelhecimento saudável. Existem, inclusive, metas já propostas para se alcançar esse estado, como manter atividades físicas frequentes, reduzir o nível de colesterol, etc. Mas vamos à sexualidade nesse contexto: da mesma maneira, há estudos demonstrando que o envelhecimento não define perdas funcionais dos órgãos sexuais, como se pensava no passado. O idoso pode manter a capacidade de ereção e, em alguns estudos, demonstrou-se que os idosos do sexo masculino podem desenvolver, inclusive, melhor controle sobre a ejaculação.

Entre as idosas, as alterações do climatério podem produzir dor no ato sexual e diminuição da libido. Contudo, na mesma medida em que o conhecimento sobre os processos fisiológicos do envelhecimento aumentaram, também avançamos em termos de medicações e terapias que podem melhorar a qualidade de vida dos indivíduos que desenvolveram algum desses sintomas. Portanto, o Viagra® e a reposição hormonal têm importante papel na melhoria da qualidade de vida e são, hoje, amplamente prescritos.

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Para além das terapias medicamentosas, a orientação das modificações próprias das relações nessa fase da vida é uma abordagem importante. O idoso tem de lidar com a perda de amigos e irmãos, com um ambiente urbano muitas vezes inadequado para a lentificação de seus reflexos e da psicomotricidade, etc. A sexualidade e a libido podem ser expressão da forma como os idosos lidam com eventos de vida como esses.

Com o aparecimento de uma ideia de envelhecimento bem-sucedido, as psicoterapias ampliaram seu escopo. Originalmente, Freud tinha ressalvas quanto à aplicação da psicanálise no idoso. Com efeito, na sua época era difícil de imaginar que uma terapia demorada pudesse ter alguma indicação, já que o sujeito não sobreviveria ao processo todo. Mas acho que todos os leitores deste blog já estão cientes das últimas estatísticas do aumento da expectativa de vida em muito países, mais pronunciadamente entre os não-desenvolvidos, coisa que não existia na época em que Freud escreveu sua teoria. Hoje as psicoterapias são amplamente indicadas e podem ajudar os idosos a lidar com as circunstâncias de vida próprias de sua faixa etária.

Portanto, há sexo entre idosos e os idosos de hoje querem manter o mesmo padrão de vida sexual que tiveram durante a juventude. Melhor ainda, hoje podem fazer uso de diversas opções que seu geriatra pode lhe oferecer para uma vida sexual saudável.

Literatura e sexo.

sexta-feira, dezembro 4th, 2009

Luís Fernando especial para Olla Blog.

Recentemente, reiniciei minha leitura de Marcel Proust. Com “O Caminho de Guermantes” concluí que, se ele ainda fosse vivo, seria um apresentador de programa de celebridades. Uma brincadeira, Proust era brilhante. Mas a sexualidade, para ele, tinha outro enquadre. Ele gozava com o estilo de vida, as roupas e o comportamento daqueles que amava. Como crítico literário, frequentava a nobreza em seu declínio, mas guardava por ela grande admiração.

Não é muito diferente de hoje em dia, pois é exatamente o comportamento que continua nos excitando, haja vista os posts anteriores. Os objetos entraram na discussão, evidentemente. Mas é mesmo uma novidade que sejamos mais ousados? Não sejamos ingênuos. Decerto, naquela época isso já era objeto de grande curiosidade. Por exemplo, já existia o Marquês de Sade e sua concretude acerca do sexo. Volto a Sade posteriormente.

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Proust foi dos poucos autores a escrever abertamente sobre a homossexualidade masculina e a feminina, e é motivo de estudo, pela obra e pelo ponto de vista que assumiu em seus textos. Engraçado que, pensando nisso, sou levado a recordar o filme “Pequena Miss Sunshine”, no qual o tio da personagem principal era homossexual e um pesquisador sobre Proust.

Lembro-me dele e o indico para os meus leitores. Mas, voltando a Proust, ele escreve, por exemplo, em “A Fugitiva”: “Os homossexuais seriam os melhores maridos do mundo, se não representassem a comédia de amar as mulheres.” E, depois de ter reescrito toda a sua vida em uma extensa obra, termina o ciclo de livros afirmando que a vida realmente vivida é aquela da literatura. Não penso que isso valha para todos, mas é verdadeiramente bonito. Estética e sexo têm tudo a ver, aliás. Os acessórios e os adornos acrescentam à beleza. A mulher bela não é apenas a sua imagem nua, seu corpo, mas aquilo que encontramos socialmente - ela e os adornos, motivo de trabalho daqueles que lidam com moda. Aproveito para citar um blogueiro em posts anteriores: Wakabara anota em um de seus textos que, quando a recessão aparece, aqueles que fazem moda procuram trabalhar com estilos mais econômicos e sensuais. Ele não mente quando afirma que sexo é barato e depende do custo apenas de uma camisinha.

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Um dos autores modernos mais interessantes é Amós Oz. Em um de seus últimos livros, “Sobre Amor e Trevas”, há uma das descrições mais belas da primeira experiência sexual, com uma moradora do Kibutz, onde ele decidiu viver em sua adolescência. É um livro autobiográfico, em que ele conta como figuras familiares e determinados episódios de sua vida interferiram em seu pensamento como escritor. Recentemente, ouvi dizer que a primeira relação se dá em condições que dependem das circunstâncias em que se vive. Penso, por outro lado, que é exclusivamente uma escolha. As contingências são obrigatoriamente imprevisíveis e, entre as diferentes possibilidades, escolhe-se sempre uma. Se foi satisfatório ou não, cada um que lide com as suas memórias e saiba como conviver com elas.

A mobilete e o grotesco

quarta-feira, dezembro 2nd, 2009

Luís Fernando Especial para Olla Blog.

Existe uma tênue linha entre o sexy e o bizarro. Isso eu conversava há alguns dias, quando assistia a algumas das cenas da novela das oito. O que motivou o comentário foram aquelas imagens das senhoras que vão fotografar como se estivessem posando para a Playboy. Honestamente, nada contra. Mas, por outro lado, há de se ter cuidado para a coisa toda não ficar deselegante, vulgar, o que é realmente difícil. É preciso  fazer muito esforço mesmo.

Disseram-me que era uma questão de poder. A mulher passa a vida em casa, cuidando dos filhos, até aparecer a primeira amante. Daí querem mostrar a si mesmas que conseguem dedicar algum tempo para elas, mostrar que têm algum poder, retomando as rédeas da própria vida. Poder ou não, ainda assim não deixei de sentir um certo constrangimento com a tiazona parcamente vestida, em cima de uma mobilete colorida.

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De qualquer maneira, vale o esforço de se sentir melhor, a questão é como. É dessa forma que começo o blog. Vou falar de sexo aqui, mas tentar não colocar o viés médico a todo o momento, ou seja, falar sobre patologia. Tampouco vou deixar de dar um caráter de blog, isto não é um texto técnico, mas minhas impressões sobre sexo, sobre o que há de relevante a se comentar e outras ideias que surgiram em muitas das minhas conversas com os meus amigos. Portanto, a eles as batatas.

As novelas, já não é novidade, têm colhido ideias de séries de TV americanas e de modas lá do hemisfério norte. Pena que, aparentemente, não temos dinheiro para montar uma equipe de roteiristas, então colocamos tudo nas mãos de um só autor. A experiência dos americanos é bem mais divertida e plural. Já minha sensação em relação à TV brasileira é sempre de grande mesmice e monotonia.

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Sexo é sempre tema em triângulo amoroso, fórmula já bem estabelecida em nossas novelas. Agora são as velhinhas libertinas, mas já foram as prostitutas e o casal homossexual feminino (que foi obrigado a ser desfeito no meio do enredo). Em uma série paulistaníssima, recentemente lançada em um grande canal, uma garota chatíssima tem dois namorados (e mora com eles). Aliás, pelo desenvolvimento da coisa, parece que, como o casal homossexual desfeito no passado, a determinada emissora não vai ter a coragem (não duvidaria que isso tenha sido definido em função de pesquisa de satisfação ou de popularidade) de manter o triângulo da forma como ele está agora. Mesmo que não haja coragem nenhuma de se construir uma série quase adolescente, com uma quase adolescente safadinha. Diferentemente da totalidade dos outros programas da TV brasileira, a série em questão não encara esse triângulo por um viés sexual. Antes, dá uma atitude infantil e superficial para a personagem. Mas é o que eu tenho escutado: “A série é ótima, supercorajosa!”. Não sei, não.

A sexualidade tem sentido na intimidade do casal. Pode parecer um grande chavão, mas na intimidade dele é que vale quase tudo. Em textos anteriores, há exemplos bastantes de comportamento masculino, de objetos sexuais e de coisas curiosas que estão por aí em torno do tema. Vale quase tudo. Quase tudo… Há também os desvios e, sobre isso, falarei nos próximos textos.

Meu amor rodou a banca.

segunda-feira, novembro 23rd, 2009

Fabiano Rampazzo especial para Olla Blog.

 

Muitos caras passam mal ao descobrir que sua amada já transou com mais parceiros do que ele, ou que neguinho da turma do trabalho ou do futebol já visitou ali.

Na mesma medida, 99,78% das mulheres escondem, diminuem, camuflam o número de parceiros e as experiências sexuais que tiveram com eles.

Erram os dois.

Costumo dizer sem muito medo de errar que a mulher mente mais que o homem. E não as culpo por isso. Se Fernando comeu 100, é garanhão. Se Juliana deu para 100, é vaca. Se Daniel já fez sexo anal com algumas meninas, é experiente. Se Carol deu o loló para alguns caras, é uma vagaba arrombada. É mais fácil, para o homem, ser sincero. A mulher é induzida a mentir para se preservar.

Tudo até que funcionaria bem nesse acordo de cavalheiros se essa equação não desse errado lá na frente. E o que acontece na maioria dos casos? Lucas descobre que Camila não só ficou, mas chupou Roberto. Pedro fica sabendo que Gabi já fez sexo, sim, no primeiro encontro. E ambos os sexos sofrem.

Quando ele e ela perceberem que somos, todos nós, um produto final de tudo o que vivemos (como eu falo no vídeo que você acabou de ver), não haverá mais espaço para sofrimento.

Se Raquel não tivesse tido todos aqueles parceiros, experiências e aventuras que teve, talvez Caio não tivesse se apaixonado por ela. Isso porque talvez ela não fosse tão engraçada (foi Ricardo que lhe despertou o bom humor), talvez não fosse tão interessante (foi Felipe que lhe mostrou os filmes do Chaplin) e talvez não fizesse aquele boquete sublime que Caio adora (pois é, agradeça ao Roberto).

Sábio é aquele que aprende a não ter ciúme, mas sim orgulho do passado da sua mulher. Fácil não é mesmo. Essa opressão social é muito injusta também com os homens. Mas tentar não custa. E, se conseguirmos, tudo ficará mais simples e mais gostoso para ambas as partes.

O amigo fora.

terça-feira, novembro 3rd, 2009

Fabiano Rampazzo especial para Olla Blog

“Penso, logo existo. Xaveco, logo levo foras”. Nada mais justo que meu primeiro post aqui falasse dessa força universal que nos acompanha desde o nascimento, quando imploramos aos berros pelo peito de nossa mãe, mas ela, cansada, diz “não”. O fora - aprender a levar um fora, a conviver com ele, trocar confidências, saber ouvi-lo - é a primeira e principal lição que um xavequeiro que se preze deve aprender.

Até porque, o fora é um direito de toda mulher, ora essa.

Se Joãozinho teve a liberdade para chegar junto e dar ideia na Mariazinha, é bem justo que Maria tenha a mesma liberdade de dizer “não”. Erra o homem que se abala e se traumatiza com o fora. Erra o sujeito que tem raiva do fora, que o despreza. Vamos, sim, construir uma relação de carinho com o fora. Faça dele seu melhor amigo e, quando ele latir para você, dê-lhe um afago, faça graça, leve-o para passear.

Foi exatamente isso que o personagem desta música de João Neto e Frederico fez. Sofreu, mas aceitou e aprendeu com o fora (nem vou entrar no mérito artístico da parada, sertanejo não é minha praia, mas a proposta aqui é outra).

Quando o fora acachapante e devastador vier, parceiro, relaxe. Relaxe, respire fundo e guarde a camisinha e sua volúpia no bolso. O dia seguinte pode, sim, chegar com uma letra de música bem diferente desta.

Sex Machines

segunda-feira, outubro 26th, 2009

Lalai especial para Olla Blog

 Comentei há alguns dias sobre alternativas de como incrementar o sexo virtual. Vou compartilhar alguns achados que considerei bem curiosos. As minhas pesquisas têm me rendido algumas dúvidas sobre em que planeta eu estive nesses últimos tempos que perdi toda essa evolução tecnológica rolando no sexo.

A Fucking Machine é a que eu achei mais curiosa, pois tem até sexo com robô. Dá uma olhada neste site para conhecer a variedade de máquinas para qualquer tipo de prazer que a pessoa esteja buscando. Os preços variam de R$ 60,00 a R$ 3.600,00 e há para todos os gostos. Tais máquinas foram produzidas para garotas que curtem sexo hardcore. Cheguei a ver um vídeo e me achei bem pudica. Algumas só dá para entender para que servem ao assistir às demonstrações. O site ainda oferece a oportunidade de as mais ousadas serem modelos, e os cachês variam entre US$ 500 e US$ 1.300.

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Já para os homens, a grande pedida é a Virtual Sex Machine, em que o usuário penetra uma máquina, se conecta na internet, escolhe a modelo com quem quer ter sexo virtual e manda ver. Há opção gay também. Vale atentar que a interação rola com vídeos e não em tempo real. A minha sugestão é uma sessão com webcam com o seu peguete virtual, pois deve funcionar melhor. Para obter tal prazer basta desembolsar US$ 440.

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O Real Touch é similar à Virtual Sex Machine e eles têm uma lista de estrelas para incrementar a relação, também com vídeos. O Real Touch custa US$ 200 em promoção. Dá uma olhada na expressão das pessoas que enfiaram a mão para sentir o aparelhinho:

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Para as duas últimas opções, a má notícia é que elas só funcionam com Windows. Será que quem desenvolve esses aparatos sexuais acha que quem usa Mac não faz sexo virtual ou prefere gastar com outros tipos de gadgets?