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O amigo fora.

terça-feira, novembro 3rd, 2009

Fabiano Rampazzo especial para Olla Blog

“Penso, logo existo. Xaveco, logo levo foras”. Nada mais justo que meu primeiro post aqui falasse dessa força universal que nos acompanha desde o nascimento, quando imploramos aos berros pelo peito de nossa mãe, mas ela, cansada, diz “não”. O fora - aprender a levar um fora, a conviver com ele, trocar confidências, saber ouvi-lo - é a primeira e principal lição que um xavequeiro que se preze deve aprender.

Até porque, o fora é um direito de toda mulher, ora essa.

Se Joãozinho teve a liberdade para chegar junto e dar ideia na Mariazinha, é bem justo que Maria tenha a mesma liberdade de dizer “não”. Erra o homem que se abala e se traumatiza com o fora. Erra o sujeito que tem raiva do fora, que o despreza. Vamos, sim, construir uma relação de carinho com o fora. Faça dele seu melhor amigo e, quando ele latir para você, dê-lhe um afago, faça graça, leve-o para passear.

Foi exatamente isso que o personagem desta música de João Neto e Frederico fez. Sofreu, mas aceitou e aprendeu com o fora (nem vou entrar no mérito artístico da parada, sertanejo não é minha praia, mas a proposta aqui é outra).

Quando o fora acachapante e devastador vier, parceiro, relaxe. Relaxe, respire fundo e guarde a camisinha e sua volúpia no bolso. O dia seguinte pode, sim, chegar com uma letra de música bem diferente desta.

A despedida.

sexta-feira, outubro 30th, 2009

Lalai especial para Olla Blog

Hoje é meu último post neste blog e pensei bastante em como fecharia essa minha participação. Quando fui convidada para escrever, bati um pouco a cabeça sobre qual seria minha abordagem. É muito fácil falar sobre sexo, mas também muito fácil cair sempre nos mesmos temas. Como trabalho com mídias sociais, eu optei por abordar o sexo na internet e seus desdobramentos, além de gadgets para apimentar nossas relações. Foi bem divertido fazer as pesquisas e acabei me surpreendendo com o resultado de algumas buscas.

Para o último post eu decidi escrever um pouco sobre o que percebi nesse universo do sexo na internet. Assim como fora, o sexo é algo sem qualquer limite dentro da tela também, mas uma porcentagem maior libera suas fantasias apenas em suas relações virtuais. Não há como negar a segurança que a internet oferece, mas também há a limitação da experiência, afinal, nada como o contato pele na pele. O que pode se tornar um grande problema é quando a pessoa vicia em sexo (ou qualquer outra coisa) pela internet e deixa sua vida social (e real) de fora. E o sexo passa a ser algo solitário.

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O que chamou minha atenção foi como, na rede, o sexo tende a caminhar para um lado mais bizarro. As fantasias se sobressaem, muitas vezes num estilo não tão saudável. São pessoas se humilhando, mutilando, sofrendo. Na internet o sadomasoquismo conquista um terreno muito mais amplo do que fora dela. A maioria das pessoas tem dentro de si uma tendência para um dos lados, sado ou masoquista, mas, por vezes, mascaramos nossos desejos e nem sempre deixamos que eles venham à tona. Pode ser o medo, a vergonha, a falta de confiança no parceiro ou mesmo a falta de um parceiro que corresponda a essas expectativas mais íntimas, que não são compartilhadas nem mesmo com o nosso travesseiro.

O sexo pode ser um grande parque de diversões, mas me questiono quando ele tende a ir para esse caminho sofredor, em que a dor é o que impera, tanto em quem gosta de causá-la, quanto para quem gosta de senti-la. De qualquer forma, isso é escolha de cada um, mas passa do limite do aceitável. Existe muita bizarrice que não causa excitação ao olhar, mas sim, aflição, nojo e por aí vai, e é sempre difícil entender o outro lado que sente prazer justamente com o extremismo. Um exemplo é o bareback, um termo americano originado da linguagem gay para descrever atos de sexo anal sem proteção. O termo é usado comumente, no entanto, para descrever qualquer tipo de penetração anal sem o uso de camisinha, com grande risco de contágio por doenças sexualmente transmissíveis, quiçá a mais notável das quais é o HIV (via wikipedia). Existe barebacking parties, em que a utilização de preservativo é proibida e, nessas festas, há sempre alguns soropositivos, pois, por incrível que pareça, a possibilidade de contrair o vírus HIV é excitante.

Esse é mais um tipo de prática sexual impossível de entender.

Já se passaram 100 anos desde que Freud escreveu “Três ensaios sobre a teoria da sexualidade” e ainda é algo bem atual. Qualquer que seja o extremo que escolhemos, é porque há algo mal resolvido. Não acho que o prazer tenha que estar associado à dor.

Vamos celebrar o sexo com prazer e bem resolvido, seja ele no real ou no virtual. E encerro minha temporada por aqui com um monte de beijos:

beijos

* Crédito da foto: http://www.flickr.com/photos/heftstep/3612115441/

Playlist para o antes, durante e depois

sexta-feira, outubro 23rd, 2009

Lalai especial para Olla Blog

Uma boa trilha sonora para a hora H é mais que bem-vinda. Música sempre inspira, dá ritmo e contribui bastante para criar um clima entre o casal.

Dei uma boa olhada por aí no que as pessoas ouvem para se inspirar. Há listas e mais listas espalhadas pela web e para todos os gostos possíveis, então já adianto que as sugestões que seguem não têm a ver necessariamente com meu gosto musical.

Convidei a DJ Mulher para me contar o top 10 dela. O resultado eu coloquei no meu blip.fm com a hashtag #fucksongs. A lista fechou com 11, porque eu não resisti a incluir a belíssima “Seize the Day”, do Wax Taylor, que é propícia para o momento em que as coisas ainda não estão rolando. É perfeita para preencher aquele silêncio que surge antes de tomarmos uma iniciativa e aí, se jogar e abusar da imaginação. A segunda música, “In for the kill”, da La Roux, mas numa versão dubstep do Skream, é perfeita para seduzir. Olho no olho, encostadinha, beijo na boca. Depois fecha o olho e deixa rolar, porque, se depender desse top 10, na mão ninguém fica.

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Achei um site ótimo, o Stripper Music, que além de vídeos de stripper, há várias opções de músicas para compor o seu show particular (ou não). O site capricha na escolha: por estilo, por ritmo, shows em vídeos, fotos e dicas de clubes de stripper, além de estar nas redes sociais e ter perfil no Twitter e Facebook.

O outro achado está num site horrível, mas, como o que importa é o conteúdo, resolvi incluí-lo na lista. É o “Sexy Songs in Pop Music Hits“, no site Pop Culture Madness. Se música pop é a sua vida, talvez você se encontre por lá. São 69 (sugestivo, ahn?) músicas, que vão de Marvin Gaye a Aqua. Haja ecletismo musical.

No wanderlist.com um usuário publicou as 50 músicas mais sexies. Também é bem eclético e há coisas boas no meio. Ouça as 50, selecione as que importa, faça a nova playlist e um abraço.

Para o pessoal mais old school e com um pé no metal, eu recomendo o Top 10 Sexiest Songs Not Actually About Sex, mas que servem para inspirar. A lista mais bacana foi a que encontrei no blog “Beijo, me liga”, que caprichou e selecionou 69 (número mágico, sempre!) músicas para o antes, durante e depois. Também curti a lista no Fórum Mixtapes “Songs to fuck to“, em que algumas pessoas postaram quais são suas favoritas, mas apenas três pessoas se animaram e publicaram suas playlists. Todas bem inspiradoras.

E, para fechar, um clipe do Rammstein, que recomendo para os mais despudorados. Achei ousado tal vídeo para uma banda, mas é bem divertido.

* Couple in Bed — Image by © Ole Graf/Corbis