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Receitas para a vida sexual.

sexta-feira, dezembro 18th, 2009

Luís Fernando especial para Olla Blog.

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Quando se procura por um psiquiatra no consultório, frequentemente é para encontrar respostas para problemas pelos quais se está passando. Como já escrevi em posts anteriores, sexo faz parte de uma vida saudável e, é claro, aparece sempre como tema em consultórios. “Como devo fazer para melhorar minha vida sexual? O que eu falo para minha parceira ou meu parceiro? Ela/ele não quer mais ter relações, perdeu o interesse em mim?”.

Sexo movimenta os relacionamentos e a diminuição do interesse sexual que surge ali pode refletir inumeráveis circunstâncias. Portanto, não existe uma resposta adequada a todos, mas, com o tempo, e conhecendo-se o paciente, pode-se tentar algum tipo de orientação.

Este espaço é prova de que podemos falar muito sobre o tema. Observem que já se passou um ano inteiro com diferentes contribuições e pontos de vista acerca dele. A internet é mesmo um bom termômetro para a coisa toda. A Lalai, por exemplo, garimpou objetos e comportamentos interessantes. Ana Laura escreveu um post engraçadíssimo sobre por que parceiros de filmes deram ou não certo. Ambas revelaram músicas para se dividir com os parceiros, e todos tentaram escrutinar o que existe no sexo que nos faz tão curiosos sobre ele.

A mesma motivação para tudo que se escreveu me parece ser aquela do paciente, mas com a particularidade que o paciente chega com um sofrimento para relatar. Ele pede respostas imediatas, uma medicação, se for possível. Mas uso o mesmo argumento da variedade e da diferença de comportamentos que agradam ou desagradam individualmente, e fico com uma resposta vaga, por obrigação, de que “senhora/senhor, não há uma resposta para sua pergunta” ou “não posso te dizer o que você deve fazer com a sua vida”.

Conversem, conversem, conversem! Fale com o seu parceiro sobre a sua insatisfação, tentem encontrar um lugar que seja confortável para ambos, não existe uma fórmula que se possa dar e que vá dar certo em qualquer circunstância ou para qualquer casal.

Sexo e teatro.

quarta-feira, dezembro 9th, 2009

Luís Fernando especial para Olla Blog.

Uma das minhas melhores lembranças recentes sobre sexo tem a ver com o teatro. Assisti ao “Avenue Q”, musical premiado na América. Lembro-me de ter comentado  com amigos, antes da peça, que se tratava de um tema adulto com referências de programas infantis, como “Vila Sésamo”. Assisti ao musical e ele possui, efetivamente, um tema adulto. Mas isso não impediu a paulistanada de levar suas crianças.

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Os personagens mantêm relações sexuais no palco (são bonecos, vale explicar para quem não assistiu). Peça muito interessante, mas que me fez pensar como os paulistanos julgam o teatro para as crianças. É uma peça que se refere a programas infantis, mas guarda um conteúdo marcadamente adulto. Não teriam lido a sinopse? Acho difícil. De qualquer forma, fiquei impressionado com a reação da plateia com as
piadas preconceituosas, principalmente as raciais. Foram minutos de gargalhadas. “Everyone is a little bit racist”. Com exclamações desse tipo as piadas são amenizadas, como se o fato de aquele pensamento racista estar presente na consciência de toda a plateia fosse justificativa para tal julgamento. Mas triste é que, com as piadas contra os negros e judeus, a plateia parecia se divertir.

No último fim de semana, fui assistir a “A Alma Boa de Setsuan” e me senti incomodado da mesma maneira. O texto é angustiante, a única alma boa passa a explorar as pessoas da comunidade e termina com o mesmo deus que abre a peça, concluída desistindo-se da personagem principal. Pois a conclusão é mesmo de que não se encontrava alma boa nenhuma, mesmo ali onde parecia existir uma, à primeira vista. Contudo, durante todo o espetáculo, há grande comoção cômica da plateia, com longas gargalhadas, enquanto se testemunha uma história de profunda miséria e desumanidade. No clímax, quando a prostituta está sendo julgada, há um personagem que bate duas colheres fazendo um barulho insuportável, que obviamente incomoda  quem assiste. O policial da pequena vila decide se manifestar e recolhe as colheres do maldito personagem. É um artifício da montagem da peça, que pretende provocar comédia na cena mais solene. Mas, novas gargalhadas do público, exatamente quando a personagem principal será julgada pela postura que tomou com os outros moradores da vila. Será ela uma alma boa ou não? A coisa se perde totalmente na ensandecida plateia e eu, de minha parte, fico constrangido.
dogville-grundriss2 A peça me lembrou Lars Von Trier, com “Dogville”. O filme e a peça são extremamente sofridos, histórias que de maneira nenhuma me levam ao cômico, mas à violência. Só que, na peça, há subterfúgios para amenizar o clima, sem entretanto esconder o sofrimento no texto. De qualquer forma, vale a pena assistir aos dois.

É melhor parar por aqui, pois costumavam me avisar que fugir do tema na redação dava um excelente zero na nota final. Nunca vi isso acontecer na prática, mas voltemos a falar de sexo.

Confissão de última hora.

sexta-feira, novembro 27th, 2009

Fabiano Rampazzo especial para Olla Blog.

Juliana amava Pedro. Que ama Luíza. Que evita Diego. Que deseja Isadora. Que ama Rafael. Que ficou com Camila. Que brigou com Daniel. Que desistiu de Rita. Que sonha com André. Que ligou para Renata. Que namora Daniel. Que amou Fernanda. Que lembrou de Fabiano. Que ama Ligia. Que discutiu com Leonardo. Que pensa em Letícia. Que rejeitou Eduardo. Que amará Ana. Que beijou Bruno. Que idealiza Mariana. Que ainda não nasceu.

Tudo o que foi dito aqui por mim neste mês de novembro, nestas 12 postagens; tudo o que os blogueiros que me antecederam disseram aqui neste espaço bacana que a Olla promoveu; todo o esforço que cada um de nós despende para sair da cama quando o relógio toca cedo; todos os negócios e movimentações financeiras que são realizados diariamente no mundo; todas as viagens; as provas de fim de ano; o parto na madrugada; o gol do fim de semana; o xaveco ensaiado no espelho; o crime do noticiário; o assalto a mão armada; a esteira da academia; o recorte da lua de papel e cada palavra escrita no planeta tem como mola motriz o amor.

Confesso que amo.

Ele. Presente nos versos de Camões, Drummond e Zezé Di Camargo. Presente em cada desejo velado, em cada mentira dita, a cada tapa na cara.  Sem amor não haveria o ódio nem a dor da cor vermelha borrifada na gola da camisa branca do marido. É o amor, que veio como um tiro certo no berro de cada criança da maternidade, e que faz cada um de nós deitar e dormir e sonhar. Mas eu nunca sonhei com você.

Minto. Minto eu, como mente o dicionário ao transformar em substantivo e verbo aquele que Nelson qualificaria como “inefável”. O amor. Pai do chute no estômago, do nó na garganta e do beijo na boca. Porque cada beijo que você, se já deu nesta vida, criança, nem se compara aos beijos que você ainda vai dar. O amor não para.

Veja, olhe bem fundo e enxergue o sentimento em cada beijo desta cena final do filme “Cinema Paradiso”, de Giuseppe Tornatore. Sem amor, a melodia de Ennio Morricone jamais aconteceria, nenhum lábio jamais molharia, nenhuma janela abriria. Ele, que fez você chorar e fará você sorrir. Um dia.

Meu amor rodou a banca.

segunda-feira, novembro 23rd, 2009

Fabiano Rampazzo especial para Olla Blog.

 

Muitos caras passam mal ao descobrir que sua amada já transou com mais parceiros do que ele, ou que neguinho da turma do trabalho ou do futebol já visitou ali.

Na mesma medida, 99,78% das mulheres escondem, diminuem, camuflam o número de parceiros e as experiências sexuais que tiveram com eles.

Erram os dois.

Costumo dizer sem muito medo de errar que a mulher mente mais que o homem. E não as culpo por isso. Se Fernando comeu 100, é garanhão. Se Juliana deu para 100, é vaca. Se Daniel já fez sexo anal com algumas meninas, é experiente. Se Carol deu o loló para alguns caras, é uma vagaba arrombada. É mais fácil, para o homem, ser sincero. A mulher é induzida a mentir para se preservar.

Tudo até que funcionaria bem nesse acordo de cavalheiros se essa equação não desse errado lá na frente. E o que acontece na maioria dos casos? Lucas descobre que Camila não só ficou, mas chupou Roberto. Pedro fica sabendo que Gabi já fez sexo, sim, no primeiro encontro. E ambos os sexos sofrem.

Quando ele e ela perceberem que somos, todos nós, um produto final de tudo o que vivemos (como eu falo no vídeo que você acabou de ver), não haverá mais espaço para sofrimento.

Se Raquel não tivesse tido todos aqueles parceiros, experiências e aventuras que teve, talvez Caio não tivesse se apaixonado por ela. Isso porque talvez ela não fosse tão engraçada (foi Ricardo que lhe despertou o bom humor), talvez não fosse tão interessante (foi Felipe que lhe mostrou os filmes do Chaplin) e talvez não fizesse aquele boquete sublime que Caio adora (pois é, agradeça ao Roberto).

Sábio é aquele que aprende a não ter ciúme, mas sim orgulho do passado da sua mulher. Fácil não é mesmo. Essa opressão social é muito injusta também com os homens. Mas tentar não custa. E, se conseguirmos, tudo ficará mais simples e mais gostoso para ambas as partes.

Homens no mercado.

quarta-feira, novembro 18th, 2009

Fabiano Rampazzo especial para Olla Blog

 

Já ouvi algumas muitas vezes a mulherada falar de boca cheia: “É, amiga, tá faltando homem no mercado”. Legal. Aí, a mesma gatinha que disse isso vai, mais tarde, sozinha ao mercado comprar o Sapólio que acabou. Sem querer, ela deixa o produto cair no chão. Mas um homem, atento e gentil, se antecipa e recolhe a mercadoria, ao que ela, educada, agradece. Ele, então, encorajado e atraído, resolve puxar papo. E o que faz nossa amiga?

Responde atravessado, vira as costas e sai resmungando a si mesma: “Cara abusado, só porque foi gentil acha que pode puxar assunto, pensa que eu sou fácil, tá bom… Sinto cheiro de um xaveco de looonge, pensando o quê? Aqui não! Papinho besta, sô, pra cima de ‘moá’? Nem a pau, Juvenal!”.

Muito bem, eis uma mulher de princípios. Assim, no dia seguinte, na hora do almoço junto com as amigas, ela diz novamente sua frase preferida: “Ai, amiga, tá faltando homem no mercado, viu?”.

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Pelamordedeus! Sempre faltará homem no mercado se você não se permitir, filhota! A maioria das mulheres reclama a falta de machos sem perceber que, na verdade, são elas que nunca deram chance a nenhum deles. Acontece no intervalo da 7ª série. No semáforo que fechou. No supermercado.

Mas por que? Normalmente isso acontece por conta da ideia de que ela, a moça xavecada, está sendo fácil demais. Assim, na obstinada missão de não ser fácil demais, a princesa dá sucessivas patadas e foras.

Só que, meu amor, a questão aqui não está em ser difícil ou fácil demais, mas em ser esperta ou boba. Aonde você acha que vai chegar se continuar distribuindo nãos por aí com a mesma tranquilidade com que passa manteiga no pão pela manhã?

A mulher deve perder esse preconceito excessivo com o xaveco.

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O que será que o Sr. Sapólio queria? Lembra-se dele? Ele podia ser um cara legal, né? Podia ser um cara que ia levar nossa amiga para passear, que ia lhe entregar flores, pedi-la em namoro, em casamento, dar-lhe filhos, netos e um túmulo florido com jazigos contíguos, eternos e felizes!

Ou não, podia só querer levá-la para a cama, mas… ela ao menos teria tentado - e, quiçá, gozado (uga!).

Ok: brigue sempre por um xaveco original e verdadeiro da parte do cara. Acho superjusto.

Mas nunca se feche totalmente para ele, porque o “não” que você diz com tanto gosto não é só para o sujeito. É para você também. Combinado? Agora vá dar uma olhadinha lá na estante da despensa, porque um passarinho aqui me contou que seu Sapólio acabou. : )

A equação da roupa certa.

sexta-feira, novembro 13th, 2009

MD + EP + NVS² = JBV

MD + EP + NVS² = JBV

 Onde começa uma transa? Poucas pessoas consideram que a magnânima noite de sexo pode começar no instante em que você decide que roupa vai sacar do seu armário. Acredite nisso e veja como é possível potencializar suas chances de se dar bem usando a roupa certa.

Quem não quer vestir-se bem? O mundo, desde que nasce, quer se vestir bem. Por que você acha que os nenês nascem chorando? Porque nascem pelados, ora! Se alguém pudesse traduzir os berros de uma criança no pós-parto, teríamos algo como: “Cadêêêê minha fralda nova e meu macacãozinho de veludo alemão?”. Os anos passam e, lá na frente, com a gente já adulto, a velha questão reaparece: Como fazer para se vestir bem?

Muito bem, vamos lá! Antes de tudo, vamos largar mão da hipocrisia e admitir, sim, que se a gente fica horas na frente do espelho escolhendo a camisa mais bacana ou o a sainha perfeita é porque queremos ser notados. Esse nheco-nheco de que “eu me visto para mim e não para os outros” é conversa para boi dormir. Queremos que o sexo oposto olhe para a gente e se sinta atraído. Ponto.

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Entendido isso, o primeiro ponto a ser observado nessa busca pela roupa ideal é a moda. Sim, sim, a moda. Ela não existe à toa e espiar o que estão usando os galãs de novela, o que dizem as principais revistas masculinas e femininas e, sobretudo, observar as pessoas nas ruas, na facul e no seu trampo é essencial. Seja você gatinha ou gatão, não podemos simplesmente abrir mão da moda - tendo em vista nosso objetivo.

Mas só a moda não basta. Isso porque, vamos imaginar que, de repente, a moda determine que o cool é usar suspensórios em vez de cintos. Só que você adora seus cintos e, como se não bastasse, sempre achou suspensórios ridículos. Chegamos aí no segundo e importantíssimo ponto: o seu estilo próprio.

Só que pautar seu guarda-roupa em cima apenas de seu próprio estilo pode ser também uma bela duma roubada. Vamos supor que seu estilo seja andar de pochete para cima e para baixo. Ora, isso não lhe dá o direito de ir numa balada de pochete na cintura, minha criança. Ter semancol e bom senso é fundamental. Assim, chegamos ao terceiro e último elemento que compõe nossa equação para se vestir bem: a noção de que você é um ser social.

Muy bien. Somando Moda (MD) + Estilo Próprio (EP) + Noção de que Você é um Ser Social (NVS²) chegamos ao produto final que você tanto queria: Jovem Bem Vestido (JBV). Parabéns! E boa bimba.