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Freud.

segunda-feira, dezembro 14th, 2009

Luís Fernando especial para Olla Blog.

Freud foi um pensador de grande importância para a psiquiatria. Em sua primeira fase, ele atribuía todo comportamento neurótico a um trauma sexual que o paciente teria vivido em sua infância, e posteriormente passou a admitir que esse trauma poderia ser imaginário. Ele tomou uma nova postura sobre a infância e identificou comportamentos sexuais que se desenvolvem no período, contrariando a noção popular de que a criança é um ser assexuado. Finalmente, construiu toda uma teoria em torno de suas observações sobre pacientes com histeria, da qual emanaram os dois pontos de vista que citei.

Suas construções levam em conta pulsões sexuais que se desenvolvem na triangulação edípica. Não se referem, na maior parte das vezes, ao ato em si, mas às consequências de fantasias de cada paciente.

Para mim, o maior mérito dele com essa técnica que desenvolveu, a psicoterapia, foi chamar a atenção dos pacientes para a necessidade de refletir a respeito de seus comportamentos e problemas. A reflexão não apenas surge quando se está sozinho em uma sala silenciosa, mas também se constrói na interação com uma outra pessoa. Isso pode ocorrer socialmente, é claro, mas também, no caso da pessoa que sofre, no contato com o psicoterapeuta.

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O que isso tudo tem a ver com este blog? Freud iniciou as condições necessárias para a massificação do conceito de tabu, que ele definiu. Esse conceito, por muitos anos, foi usado para dar ensejo à liberação sexual e à superação dos preconceitos contra comportamentos relacionados com o sexo e a sexualidade. Felizmente, a psicoterapia transcendeu essas questões (que são de grande importância) para dar conta de problemas que vêm se intensificando em nosso tempo, a saber: a depressão, os transtornos de personalidade e até o crime.

Também houve, com o nascimento da psicanálise, a abertura para outros tipos de psicoterapia. Diversas linhas filosóficas tentam impor seus pontos de vista na psicoterapia, o que permitiu o nascimento da Gestalt-terapia (de bases estruturalistas), da terapia fenomenológico-existencial, da terapia cognitivo-comportamental e de diversas outras. Ainda não há evidência definitiva de que uma seja melhor que as outras, mas há mais estudos com a terapia cognitivo-comportamental e, por isso, ela está sendo cada vez mais indicada por médicos nos tratamentos.

Modernamente, também temos evidências claras do efeito das medicações, o que contribuiu para o tratamento do paciente com queixas psíquicas. Elas são consideradas, hoje, de primeira escolha para a maior parte das doenças.

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As doenças são hoje relacionadas em códigos para unificação dos termos e melhor compreensão entre os médicos e pesquisadores. São os famosos Código Internacional de Doenças (CID-10) e DSM-IV. Há outros códigos regionais. Por exemplo: Cuba mantém um código próprio. Também não se usa o termo doença, mas transtorno (na tradução brasileira), em virtude de não haver uma etiologia definida para os fenômenos psíquicos patológicos.

Este post pretende dar uma base, ainda que superficial, para os que virão, pois vamos passar para uma segunda parte da minha participação aqui. Nela, pretendo me aproximar propriamente da posição médica diante dos desvios e dos diversos comportamentos relacionados com a sexualidade. Então, até lá!

Confissão de última hora.

sexta-feira, novembro 27th, 2009

Fabiano Rampazzo especial para Olla Blog.

Juliana amava Pedro. Que ama Luíza. Que evita Diego. Que deseja Isadora. Que ama Rafael. Que ficou com Camila. Que brigou com Daniel. Que desistiu de Rita. Que sonha com André. Que ligou para Renata. Que namora Daniel. Que amou Fernanda. Que lembrou de Fabiano. Que ama Ligia. Que discutiu com Leonardo. Que pensa em Letícia. Que rejeitou Eduardo. Que amará Ana. Que beijou Bruno. Que idealiza Mariana. Que ainda não nasceu.

Tudo o que foi dito aqui por mim neste mês de novembro, nestas 12 postagens; tudo o que os blogueiros que me antecederam disseram aqui neste espaço bacana que a Olla promoveu; todo o esforço que cada um de nós despende para sair da cama quando o relógio toca cedo; todos os negócios e movimentações financeiras que são realizados diariamente no mundo; todas as viagens; as provas de fim de ano; o parto na madrugada; o gol do fim de semana; o xaveco ensaiado no espelho; o crime do noticiário; o assalto a mão armada; a esteira da academia; o recorte da lua de papel e cada palavra escrita no planeta tem como mola motriz o amor.

Confesso que amo.

Ele. Presente nos versos de Camões, Drummond e Zezé Di Camargo. Presente em cada desejo velado, em cada mentira dita, a cada tapa na cara.  Sem amor não haveria o ódio nem a dor da cor vermelha borrifada na gola da camisa branca do marido. É o amor, que veio como um tiro certo no berro de cada criança da maternidade, e que faz cada um de nós deitar e dormir e sonhar. Mas eu nunca sonhei com você.

Minto. Minto eu, como mente o dicionário ao transformar em substantivo e verbo aquele que Nelson qualificaria como “inefável”. O amor. Pai do chute no estômago, do nó na garganta e do beijo na boca. Porque cada beijo que você, se já deu nesta vida, criança, nem se compara aos beijos que você ainda vai dar. O amor não para.

Veja, olhe bem fundo e enxergue o sentimento em cada beijo desta cena final do filme “Cinema Paradiso”, de Giuseppe Tornatore. Sem amor, a melodia de Ennio Morricone jamais aconteceria, nenhum lábio jamais molharia, nenhuma janela abriria. Ele, que fez você chorar e fará você sorrir. Um dia.

Homens no mercado.

quarta-feira, novembro 18th, 2009

Fabiano Rampazzo especial para Olla Blog

 

Já ouvi algumas muitas vezes a mulherada falar de boca cheia: “É, amiga, tá faltando homem no mercado”. Legal. Aí, a mesma gatinha que disse isso vai, mais tarde, sozinha ao mercado comprar o Sapólio que acabou. Sem querer, ela deixa o produto cair no chão. Mas um homem, atento e gentil, se antecipa e recolhe a mercadoria, ao que ela, educada, agradece. Ele, então, encorajado e atraído, resolve puxar papo. E o que faz nossa amiga?

Responde atravessado, vira as costas e sai resmungando a si mesma: “Cara abusado, só porque foi gentil acha que pode puxar assunto, pensa que eu sou fácil, tá bom… Sinto cheiro de um xaveco de looonge, pensando o quê? Aqui não! Papinho besta, sô, pra cima de ‘moá’? Nem a pau, Juvenal!”.

Muito bem, eis uma mulher de princípios. Assim, no dia seguinte, na hora do almoço junto com as amigas, ela diz novamente sua frase preferida: “Ai, amiga, tá faltando homem no mercado, viu?”.

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Pelamordedeus! Sempre faltará homem no mercado se você não se permitir, filhota! A maioria das mulheres reclama a falta de machos sem perceber que, na verdade, são elas que nunca deram chance a nenhum deles. Acontece no intervalo da 7ª série. No semáforo que fechou. No supermercado.

Mas por que? Normalmente isso acontece por conta da ideia de que ela, a moça xavecada, está sendo fácil demais. Assim, na obstinada missão de não ser fácil demais, a princesa dá sucessivas patadas e foras.

Só que, meu amor, a questão aqui não está em ser difícil ou fácil demais, mas em ser esperta ou boba. Aonde você acha que vai chegar se continuar distribuindo nãos por aí com a mesma tranquilidade com que passa manteiga no pão pela manhã?

A mulher deve perder esse preconceito excessivo com o xaveco.

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O que será que o Sr. Sapólio queria? Lembra-se dele? Ele podia ser um cara legal, né? Podia ser um cara que ia levar nossa amiga para passear, que ia lhe entregar flores, pedi-la em namoro, em casamento, dar-lhe filhos, netos e um túmulo florido com jazigos contíguos, eternos e felizes!

Ou não, podia só querer levá-la para a cama, mas… ela ao menos teria tentado - e, quiçá, gozado (uga!).

Ok: brigue sempre por um xaveco original e verdadeiro da parte do cara. Acho superjusto.

Mas nunca se feche totalmente para ele, porque o “não” que você diz com tanto gosto não é só para o sujeito. É para você também. Combinado? Agora vá dar uma olhadinha lá na estante da despensa, porque um passarinho aqui me contou que seu Sapólio acabou. : )

A equação da roupa certa.

sexta-feira, novembro 13th, 2009

MD + EP + NVS² = JBV

MD + EP + NVS² = JBV

 Onde começa uma transa? Poucas pessoas consideram que a magnânima noite de sexo pode começar no instante em que você decide que roupa vai sacar do seu armário. Acredite nisso e veja como é possível potencializar suas chances de se dar bem usando a roupa certa.

Quem não quer vestir-se bem? O mundo, desde que nasce, quer se vestir bem. Por que você acha que os nenês nascem chorando? Porque nascem pelados, ora! Se alguém pudesse traduzir os berros de uma criança no pós-parto, teríamos algo como: “Cadêêêê minha fralda nova e meu macacãozinho de veludo alemão?”. Os anos passam e, lá na frente, com a gente já adulto, a velha questão reaparece: Como fazer para se vestir bem?

Muito bem, vamos lá! Antes de tudo, vamos largar mão da hipocrisia e admitir, sim, que se a gente fica horas na frente do espelho escolhendo a camisa mais bacana ou o a sainha perfeita é porque queremos ser notados. Esse nheco-nheco de que “eu me visto para mim e não para os outros” é conversa para boi dormir. Queremos que o sexo oposto olhe para a gente e se sinta atraído. Ponto.

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Entendido isso, o primeiro ponto a ser observado nessa busca pela roupa ideal é a moda. Sim, sim, a moda. Ela não existe à toa e espiar o que estão usando os galãs de novela, o que dizem as principais revistas masculinas e femininas e, sobretudo, observar as pessoas nas ruas, na facul e no seu trampo é essencial. Seja você gatinha ou gatão, não podemos simplesmente abrir mão da moda - tendo em vista nosso objetivo.

Mas só a moda não basta. Isso porque, vamos imaginar que, de repente, a moda determine que o cool é usar suspensórios em vez de cintos. Só que você adora seus cintos e, como se não bastasse, sempre achou suspensórios ridículos. Chegamos aí no segundo e importantíssimo ponto: o seu estilo próprio.

Só que pautar seu guarda-roupa em cima apenas de seu próprio estilo pode ser também uma bela duma roubada. Vamos supor que seu estilo seja andar de pochete para cima e para baixo. Ora, isso não lhe dá o direito de ir numa balada de pochete na cintura, minha criança. Ter semancol e bom senso é fundamental. Assim, chegamos ao terceiro e último elemento que compõe nossa equação para se vestir bem: a noção de que você é um ser social.

Muy bien. Somando Moda (MD) + Estilo Próprio (EP) + Noção de que Você é um Ser Social (NVS²) chegamos ao produto final que você tanto queria: Jovem Bem Vestido (JBV). Parabéns! E boa bimba.