Ivi Sobreira especial para Olla Blog
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Tô de saída. Eu amei a Itália, mas continuo sem entender um cazzo qual é a deles. Quer dizer, antes de chegar aqui, ouvi tantas opiniões diferentes… E, como minhas vivências foram muito diferentes umas das outras, acho que também não sei qual a minha verdade em relação a eles.
A Itália é o lugar mais romântico em que já estive (e olha que já visitei muito lugar nesta vida, de Lisboa a Caruaru!). É bom você chegar com alguém, porque o ar de questo paese pede romance - não é de se estranhar, portanto, que os (poucos) italianos solteiros estejam sempre numa sanguinolenta caça por uma ragazza. Até rimou.
Mas, fora isso, quase todas as meninas que conheci aqui (as não-italianas, lógico) vieram para cá fugindo de um bofe destrambelhado ou de uma história de amor desastrosa.
Nina, holandesa de Amsterdã, veio para cá fugindo do atual namorado, um holandês rico e burro que, segundo ela, é tão esúpido que não é sequer capaz de entender por que ela morou um ano na África fazendo trabalho voluntário.
Anne, a alemã violonista, fugia do casamento monótono. Ela disse que acha que o marido dela nem percebeu que ela fez as malas e debandou para o sul da Itália.
Nadine, a alemã com os maiores peitos que eu já vi na vida, veio tentar esquecer o amante - ela tem 20 e poucos anos e, desde os 18, namora um cara casado, 20 anos mais velho que ela. Eu tentei encontrar, no Google Translator, uma versão em italiano para a expressão “que roubada dos infernos”, mas nada se aproximou da real situação da amiga Nadine.
Erin, a americana de Nova York, regida pelo signo de Libra, se apaixonou em Praga por um siciliano e veio para cá atrás dele, que logo depois a trocou por uma outra siciliana, de 16 anos.
Só Adriana, a americana mais destrambelhada da história, não veio fugida de nada. Ao contrário, veio para cá dar um pouco de sossego para o namorado - com a quantidade de energia que ela tem, não é de se duvidar que foi muito generoso da parte dela presentear seu namorado com a sua não-presença!
Eu também não vim fugida de nada (eu acho). A Itália é romântica, é linda, sim, mas ao contrário das minhas amigas, eu quero é fugir daqui e ir correndo para os braços do meu alemão (Lembra? Aquele que eu conheci no meu primeiríssimo dia na Europa? Pois!).


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