Arquivo para maio, 2009

Geografia e Anatomia

sexta-feira, maio 29th, 2009

olla_blog_sexmap

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E a SymToys, empresa americana dedicada a inventar criativos jogos e brinquedinhos para sacolejar relações sexuais de todo tipo, lançou o Sexmap.

É um imenso mapa que reproduz como seria um grande continente em que os países e regiões são taras, fetiches e práticas sexuais das mais diversas (na verdade, praticamente qualquer coisa que você imaginar está no mapa).

No site da empresa é possível comprar o mapa impresso em papel, mas você pode conhecer a brincadeira agora mesmo clicando aqui.

Na versão on-line, você pode clicar em cada uma das regiões e adicionar pontos coloridos indicando a sua posição (sem trocadilhos, por favor) em relação àquela prática sexual.

Alfinete verde para aquelas que você experimentou e gostou; vermelho para as que experimentou, mas não quer mais passar perto; roxo para tudo aquilo que você ainda quer experimentar e, finalmente, preto para aquelas danças que você jamais pretender entrar.

E aí, em quais partes desse mundo você viveria numa boa?

É hora de dar TCHAU

sexta-feira, maio 22nd, 2009

Tatiana Leão especial para Olla Blog

Um dia ela acorda e ele, que seria seu marido em alguns meses, diz:  “Não dá mais.”

Ela se desespera, não consegue entender como ele pôde fazer aquilo justo agora e a partir daí, ele é se torna “o idiota”, que fez tudo tão errado.

Errado?

Mas o que fazer quando se descobre infeliz, insatisfeito e a poucas semanas de oficializar a parada?

“Ele podia ter feito diferente!”

Esperar que ela chegasse do trabalho? Ter uma conversa num domingo a tarde? Que diferença faria? Qualquer que fosse o cenário, não teria sido menos doloroso, pra ela.

É complicado dizer adeus à pessoa que esteve próxima a você nos últimos meses, anos, nas últimas décadas, ainda que isso já não te sirva mais. Esperar não mudaria nada, só aumentaria a angústia de estar vivendo alguma coisa irreal, que ia acabar pouco a pouco. O momento é quando se faz necessário dizer.

A irmã de um amigo ouviu, algumas SEMANAS depois de trocar alianças, que não dava pra continuar porque… ele era gay. Aposto que ela daria tudo pra ele ter reparado nesse pequeno detalhe antes, mesmo que fosse a um dia do casamento.

Não encontrar a hora certa não significa que a hora não vai chegar, ainda que pareça a errada.

Eu não to fazendo nada, você também

segunda-feira, maio 18th, 2009

Tatiana Leão especial para Olla Blog

Depois de chegar à conclusão óbvia de que todo mundo, em uma parte bastante razoável do tempo, está pensando em sexo, uma segunda conclusão vem no embalo: se tanto pensa, alguma coisa faz disso, além da prática da atividade em si. São músicas, filmes, fotografias, e toda uma gama de arte erótica e pornográfica para comprovar esse fato.

Na música, mais especificamente, há uma categoria que sempre me fascinou: aquelas que cantam o approach, a chegada, o grande lance que envolve convencer alguém a ir pra cama com você, pelos mais variados métodos. São versos e melodias que se concentram somente na tarefa de fazer uma pessoa se jogar nos braços de quem as entoa – se é que você me entende - e com certeza entendeu.

A primeira música que identifiquei nessa categoria é também a mais direta, começando pelo título: “I Want Your Sex”, do George Michael. A letra começa um pouco mais sutil do que isso, mas não se demora em seu discurso de bom menino e acaba mandando a real em tom quase imperativo no refrão.

Daí para aguçar o ouvido e perceber a mesma solicitação em uma música de uma grande confusão do pop é um pulo. Prince também entrou nessa e fez o que pôde para faturar em “Get Off”, deixando essa coisa de bom moço para George Michael e usando o máximo possível de cara de pau, ao ponto de fingir-se preocupado com o nível de abstinência de sua interlocutora. Preocupação proporcional à insistência que usa para acabar com ela, é claro.

Não pára por aí, ainda tem muito por vir nessa playlist danadinha…

A grande regra

sexta-feira, maio 15th, 2009

Tatiana Leão especial para Olla Blog

A Internet é claramente a vedete da modernidade tecnológica – não há quem não se envolva com ela através de um computador (próprio ou não), um gadget, um jogo, um amigo viciado, um emprego que depende do seu poder de comunicação global. Aliás, não há ferramenta de comunicação que se compare à variedade do que se pode encontrar nela: as possibilidades só são limitadas pela sua largura de banda.

Mais variado do que os assuntos que podem ser encontrados na Internet, só a extensão que um deles ocupa no ciberespaço: a pornografia. Em chats, redes sociais e fóruns espalhados em todos os cantos, de tudo um pouco existe para ser explorado no mundo pr0n. Esse fenômeno se tornou inclusive uma regra geral, com nome técnico e definição simples, porém abrangente, moldada coletivamente nos recônditos mais geeks por usuários da rede que expressaram com clareza o que todo mundo já sabia.

É a Regra 34, declarando firmemente que, se algo existe, há pornografia disso. E, se há pornografia disso, com certeza está na Internet e não deve ser difícil de encontrar um nicho totalmente dedicado a ela. Na Regra 34, há tanto espaço para os mais conservadores e suas preferências mais usuais quanto para os freaks e pervertidos de plantão satisfazerem de maneira saudável as suas curiosidades. Estamos cercados: tudo pode ser sexo, tudo pode ser pornográfico, tudo pode estar online, tudo pode estar em nossas mentes; pra quê correr se, nesse caso, o bicho vai mesmo pegar?

No mundo virtual, vale a Regra: the Internet is for porn.

10 desculpas públicas para usar caso as suas fotos íntimas se espalhem na internet

terça-feira, maio 12th, 2009

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As fotos íntimas “que foram parar na internet” são um dos grandes perigos corriqueiros da vida moderna. Mesmo com os muitos casos diários que caem em domínio público em caixas de e-mail, blogs, fóruns e em todo o resto da web, muita gente sente uma espécie de tesão fotográfico na hora H e não resiste em registrar para a posteridade aquele momento de positiva tensão sexual.

Caso você perca o celular com as fotos daquela noite no motel Love’s ou um amigo pegue sem querer na câmera as imagens comprometedoras do final de semana de paixão naquela pousada na Praia Grande, não se desespere. Escolha uma das nossas desculpas, treine a sua cara-de-pau e siga em frente de cabeça erguida.

1 - Estou me lixando para a opinião pública.

2 - Na verdade era um ensaio para uma famosa revista masculina, mas por engano mandaram o estagiário tirar as fotos. Semana que vem faço as oficiais com o Jr. Duran.

3 - Só me pronunciarei oficialmente na presença da minha depiladora.

4 - E aquilo é o que acontece quando você aposta que sabe de cabeça a escalação da seleção de 1982 (mas só lembra do Zico).

5 - Hahaha, não é incrível como essas bonecas infláveis personalizadas de hoje em dia realmente se parecem com pessoas reais?

6 - É o meu hobby, tiro umas 15 fotos como essas por dia. Qualquer dia mando as que estou posando ao lado de um casal de codornas.

7 - Faz parte do meu plano de me tornar popstar, resolvi inovar começando pelo fim de carreira.

8 - Rápido, apague isso! Essas fotos contém vírus que roubam senha de banco e ainda provocam gases!

9 - Essas fotos fazem parte de um exercício de desapego material que estou fazendo. Comecei me livrando das roupas, agora devo perder o emprego.

10 - Era para o bem de todos e a felicidade geral da nação, então eu disse ao povo que “sim, tiro”.

No que você está pensando agora?

terça-feira, maio 5th, 2009

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Tatiana Leão especial para Olla Blog

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Distraidamente, vamos realizando as tarefas rotineiras do dia-a-dia ou relaxamos em nossos passatempos para o tempo livre, ocupando nossa mente de algo que nos parece pertinente em cada momento, quando ele nos toma de assalto. É como algo que nos invade sem que precisemos dar permissão: ela entra e estende seus tentáculos, enredando cada um dos nossos pensamentos e transformando-os em outros, cada um contaminando o próximo, até que fiquemos tomados por um só: o sexo.

Não é como se fosse incomum ou infrequente; em qualquer lugar e a qualquer hora, basta olhar em volta e, se houver alguém além de você no cenário dessa história, haverá alguém envolvido em pensamentos lascivos. Uns disfarçam, outros não se preocupam com isso, com ou sem constrangimento, o grande lance é que estará lá, o sexo, iluminando fantasias, lembranças, influências, perversões. Quando nos toma, o faz por completo, multiplicando-se em si mesmo para formar miríades de desdobramentos mais e mais personalizados, um reflexo pessoal e intransferível do que somos em nossa essência mais secreta.

Não nos faltam também, a qualquer momento, estímulos para isso. De tudo que nos cerca, nem se pode contar o que pode entrar nessa categoria, dependendo da percepção e dos desejos de cada um de nós. Um roçar de leve de duas peles distintas e suas texturas cheias de um atrito sensual, um cheiro que vem sabe-se lá de onde trazendo lembranças de luxúrias passadas, uma visão que se cola no fundo dos olhos até se transformar em outra e outra e outra, entregando-nos irrevogavelmente aos prazeres de cada sensação. O estímulo é só o começo. Onde fica o final…?

E você, no que está pensando agora?

E-real

segunda-feira, maio 4th, 2009

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Mirian Bottan especial para Olla Blog

E assim, naquele clica daqui, clica dalí, num passeio pela panela virtual de amigos reais, ele topa com a foto de um belo sorriso. Depois, num bate-papo descompromissado, a dona do sorriso se revela uma garota inteligente, engraçada e de valores admiráveis.

As idéias batem. Com o passar dos dias, semanas e meses ela se torna a mulher perfeita. Tá, perfeita não, mas chega perto.

Ele mora no Sul, ela, no miolo do país, e entre contratempos daqui e de lá, por seis meses desenvolvem uma relação puramente virtual. O que não impede que o sentimento seja mais que real. E ele passa algumas horas por semana admirando as belas fotos daquela que anseia por tocar.

Até que num dia qualquer, um amigo compartilha um link, com ar penoso.

Sim, mancebo, ela é mesmo inteligente. Tão inteligente que te enganou durante esse tempo todo com um perfil fake.

As mesmas fotos, outro nome, outros amigos, com diferenciais cuja ausência o entusiasmo e o encanto não te deixaram notar, como a galera marcando encontros, a interação, a marcação de amigos na fotos, comentários dos mesmos. De repente você percebe que sequer a viu via webcam. Nunca viu aquela face tão querida se mover diante de você, em tempo real, ainda que também virtualmente.

É o mesmo nó na boca do estômago, o mesmo mal-estar por ver tudo ir ralo abaixo, mas pior: dessa vez, não vai dar pra apelar para o sentimentalismo ou tentar resolver as coisas, porque num primeiro comentário impulsivo citando o nome da verdadeira dona do sorriso, ela te bloqueou e sumiu. Nem há mais ao certo uma pessoa.

O que leva uma pessoa a criar um personagem e construir falsas relações através do mesmo nem é a questão certa a tratar. É mais uma das coisas sob as quais não temos controle, nem nunca teremos. Mas em nosso favor, podemos começar lembrando de dar mais valor às nossas relações reais. Ao barzinho da esquina, ao churrasco com os amigos, ao domingo num parque qualquer.

Talvez a internet seja a terra perfeita pra se descobrir uma receita, uma regra gramatical ou até o sentido da vida, mas certamente não é o local ideal pra achar (ou sequer buscar) o amor.

(História real, transcrita com pesar pela dona das verdadeiras fotos.)