Arquivo para fevereiro, 2009

METADE FUTEBOL, METADE MULHER

sexta-feira, fevereiro 20th, 2009

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Xico Sá especial para Olla Blog

Sim, como canta a banda Eddie, é assim que ela é: metade futebol, metade mulher!”

Além de ter decifrado a lei do impedimento, esse enigma vital no mundo dos homens, as mulheres contemporâneas apitam um jogo que é uma beleza. Apitam, auxiliam nas bandeirinhas, comentam jogos com sabedoria no rádio e tevê, narram jogos, fazem parte das mesas redondas… Em suma, resumo da ópera: vocês dão um show de bola.

Antigamente, as mulheres só se empolgavam com o assunto durante a Copa do Mundo, como esta que chega agora. Na Copa e olhe lá.

Entre os muitos e incontestáveis avanços do mulherio nas últimas décadas, a relação com o futebol é um dos mais interessantes e como facilitam nosso entendimento na cantata-ludopédia. Antigamente, elas só se mobilizavam durante a Copa mesmo. E mal sabiam para que lado atacava a “pátria de chuteiras”. Preferiam ficar nos bastidores, preparando candidamente batidas e acepipes para os mancebos e as crianças.

Agora têm paixão clubística,xingam a mãe de um juiz com a mesma fúria com a qual partem para cima de um homem, um namorado, um marido safado que pisa na bola, que amarela, que joga na retranca amorosa _o medo do bofe diante do chifre.

O melhor de tudo é no domingo à noite. Se antes elas eram capazes de rasgar o vestido de noiva por causa de uma mesa-redonda, agora trocam até o romântico e clássico cineminha por aqueles banquetes platônicos nos quais se discutem, como se fossem questões de Estado, se foi pênalti ou se não foi, se foi impedimento ou lance normal, mão na bola ou bola não mão…

Só tem uma coisinha. Se cada um em casa torce por um time, melhor evitar ver jogos juntos no período da TPM. Já vi uma casal quase se matar na minha frente no dia em que o Cortinhians foi rebaixado.

Outro amigo meu invocou porque a mulher adorava as coxas dos atletas.Ciúme besta. O melhor que a gente faz é tirar proveito desse erotismo futebolístico.Elas ficam em brasa depois de um clássico suado, aquele jogo de marcação homem a homem, aquele balé testosteronizado.

Da nossa parte, pesquisas científicas já demonstraram: ficamos com 26,7% de desejo sexual a mais quando nossos clubes triunfam. Sim, um levantamento de um grupo de estudiosas da Universidade da Georgia (EUA), coisa séria, podem pesquisar ai no Google.

Nunca a relação das mulheres com o futebol foi tão próxima. Neste aspecto, teremos juntos, coladinhos no sofá, o melhor de todos os mundos, seja em qualquer campeonato. Na Copa brasileira de 2014, nossa, será o auge. Antes, porém, viva a beleza das várzeas, nossas várzeas têm mais raparigas em flores, viva a beleza de todas as peladas!

OLLA ICE

sexta-feira, fevereiro 20th, 2009


ollaice

Assista aqui o filme de lançamento de Olla Ice, o primeiro preservativo com surpreendente efeito refrescante.

Para saber mais sobre o produto, é só clicar aqui.

Faz de conta que sou o primeiro

sexta-feira, fevereiro 20th, 2009

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Xico Sá especial para Olla Blog

Ailton não é apenas um bom garçom. É especial. Criatura abençoada. Especialíssimo. Do tipo que cria laços de estima e consideração com os fregueses. Do tipo que ouve, aconselha, amansa os traídos, acalma as mulheres de bêbados infiéis, bota ordem na casa, devolve uma certa paz ao universo.

Melhor ainda, Ailton é do tempo em que garçom sempre sabia o resultado do futebol. Do tempo em que torresmo não fazia mal, do tempo em os homens não tinham medo da sorte nem do colesterol.

Toda essa “sabença”, como ele trata a  soma de sabedoria com experiência, é servida de bandeja à freguesia.

No boteco, ele é tudo ao mesmo tempo: sócio-proprietário, caixa, segurança e DJ _e só toca vinilzão, LP de samba antigo. Adora João Nogueira. Tá numas de samba e não é só coisa carnavalesca. Gosta muito daquela, sabe, “Oh, minha romântica senhora tentação/ não deixes que eu venha sucumbir/ neste vendaval de paixão”. Essa toca até furar o disco. Principalmente quando tem alguém chorando as pitangas amorosas. Entre tantas serventias, esse negócio de amor e dor é com ele mesmo. É mestre, rima e solução da parada.

Eu mesmo já fui perdidas vezes consolado pelo cara. Dor de corno, daquelas que não passam com cachaça ou aspirina, é com ele mesmo. Vai no ponto, na veia, um neurocirurgião do amor. Primeiro o afago, a compreensão e o ouvido ao alcance do freguês. No fundo musical, põe logo o long-play com “Peito Vazio”, de Cartola _“Procuro afogar no álcool a tua lembrança/ mas noto que é ridícula a minha vingança…” Dois, três conselhos depois a gente está pronto para outra, digo, outro chifre.

Numa dessas sessões “macho em crise”, Ailton me deu uma dica genial. Notou, sensível que é, a minha dificuldade em descolar uma nova costela, uma nova deusa para enfeitar o meu pobre lar doce lar em desalinho. Uma dica importantíssima. Simples, simples de tudo, até boba, mas de uma sabedoria e tanto. Uma beleza de estratégia.

“Seguinte, meu amigo, chega de saudade… Senta aqui, nessa primeira cadeira do boteco, que a vida vai sorrir pra ti”, disse, arrumando uma mesa bem na calçada, quase na rua, quase no esgoto, de frente para o crime.

Sem deixar a bola cair, emendou:

“Ora, compadre, todo dia tem uma mulher que sai para o bar, revoltada, muito revoltada, e diz para ela mesma: ´Hoje eu vou dar pro primeiro que encontrar pela frente!”

Até camisinha o cara tem lá um estoque para doar aos desprevenidos homens. Não descuida dos detalhes tão pequenos de nós dois que valem uma vida.

Só sei que desde então, desde a lição do posicionamento na calçada, procuro sempre ser esse `primeiro´ homem estrategicamente bem localizado que pode tirar proveito, com toda delicadeza desse mundo, da fúria justa e caseira de uma mulher.

MODINHAS DE FÊMEA

sexta-feira, fevereiro 20th, 2009

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Xico Sá especial para Olla Blog

Que “Guerra nas Estrelas” que nada. A grande história da semana foi a conclusão, definitiva, de que o orgasmo feminino não tem nada a ver com aquela ladainha da lógica darwiniana, o que levaria à escolha apenas de homens mais fortes e saudáveis para a sagrada conjunção carnal. O orgasmo é, simplesmente _embora não seja tão simples assim chegar lá_ , o que Luiz Severiano Ribeiro dizia sobre o cinema, a maior diversão.

Os mal-diagramados, como este sertanejo que vos funga o cangote, agradecem à gloriosa ciência e à generosidade das fêmeas.

Hai-kai

Que coisa feia:
Complexo de Édipo
Com a mãe alheia.

O AMOR NOS TEMPOS DO MSN

sexta-feira, fevereiro 20th, 2009

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Xico Sá especial para Olla Blog

Em dez minutos, pronto, você está lá na maior das intimidades com a cria da sua costela. Tudo aquilo que demorava dias, meses, com as missivas ou flertes da vida real, virou coisa de segundos nesse outro plano.

É o amor nos tempos do Messenger… Tudo muito rápido, espécie de miojo sentimental, emoções baratas, 3,5 minutos, ferveu, fodeu!

Você nem carece pegar na mão, já vai direto pra cama, pra detrás da moita mais platônica. Não carece nem cantar Paulinho da Viola, olá como vai, quanto tempo, pois é, quanto tempo…

E não é coisa apenas desses moços, pobres moços. Minha amiga K., por exemplo, 55 anos, Madame Bovary dos tempos digitais, tem quatro amantes “fixos” virtuais, além do marido de carne, osso e ronco, como ela mesma diz. “Vou deixar um deles, pois não tem comparecido a contento”, solta a blague. Todos jovens, quase donzelos, meu Deus.

Antes bastava ficar de olho na chegada do carteiro, o bravo homem de amarelo, com o seu embornal de cobranças, boas novas ou lágrimas…

Amor e tecnologia…  No princípio era apenas o bina, e matou o velho mistério do telefonema mudo e anônimo. Ofegante, a criatura, apaixonada, ligava só para ouvir a voz do obscuro objeto de desejo do outro lado da linha. Ou mandava uma música do Rei, de preferência a mais romântica e sugestiva: “Vou cavalgar por toda noite, numa estrada colorida…”

É, o telefonema dos desencorajados do amor, esse clássico das antigas, está praticamente enterrado.

Depois, chegou a telefonia móvel. Uma revolução na crônica de costumes. O fim de muitas desculpas canalhas. Tipo aquele homem que tomava um chá de sumiço e voltava, batom até no lenço d´alma, com os álibis mais inverossímeis desse planeta.

Outra alvissareira função do celular é fugir dos mal-assombros sentimentais. Você quer ir numa festa e sabe que aquele infeliz pode estar lá, serelepe, nos braços de uma “vagabunda”  qualquer. Uma ligação e pronto, o amigo dá o serviço completo das assombrações. Pena que o mesmo aparelho também sirva para matar as surpresas, o friozinho na barriga, aquela coisa toda, lembra?

O amor nos tempos do MSN (Multidão Sem Ninguém, como decifra a hermanita Clarah). E o novo problema –amor & tecnologia- já está ficando velho, não adianta resmungos e muxoxos dos nostálgicos precoces, já está ficando velho, amigo, como se fosse um enigma grego, tipo assim decifra-me ou te deleto: como transformar uma tara platônica em uma trepada homérica?

Seja qual for a sua resposta, amigo, amiga, camisinha nele!

HOMO ERECTUS

segunda-feira, fevereiro 16th, 2009

homo-erectus

Veja abaixo uma das OBRAS-PRIMAS mais disseminadas (”viralizadas”? oi?) por blogs e twitters na ultima semana.

O curta “Homo Erectus”, baseado no conto do escritor Marcelino Freire e narrado- de forma deliciosamente pausada- pelo eterno Paulo César Péreio, surpreende pela animação e edição, mas muito mais pelo seu final.

É o tipo de coisa que não vale a pena escreve sobre. É dar play e se entregar.

A direção é de  Rodrigo Burdman.

Vou beijar-te agora, não me leve a mal, já é carnaval

segunda-feira, fevereiro 16th, 2009

Xico Sá especial para Olla Blog

Se não é nada fácil a harmonia dos pombinhos em tempos normais, no carnaval, valha-me poderoso Jeová, o knorr do amor entorna de vez.

Até o mais pudico dos casais prevarica, o mais convertido dos ex-canalhas faz besteira, a mais sonsa das donzelas tira uma casquinha nas ladeiras de Olinda e a mais guardada moça do caritó sente-se no jogo de novo e vai à forra…

Vai à luta, justíssima, cheia de esperança, é a chance de pegar um desses galegos importados das terras em que as mulheres não têm bunda, recurso que não lhe falta, orgulhosa, feliz e fagueira proprietária de um latifúndio dorsal imbatível. Daqueles capazes de deixar um membro do MST louco para pular a cerca e cortar o arame farpado do desejo proibido.

O mais correto, para imitar Mark Twain no seu “Manual para a maldita raça humana”, seria, durante o tríduo momesco, afrouxar o nó cego do moralismo e deixar o bicho correr solto na capoeira.

Dama para um lado; cavalheiro para o outro. Se possível mascarados, fantasia de clóvis, pierrôs e papangus, para o álibi ser completo, seja no “I love cafusú” -o mais pecaminoso bloco do carnaval de Pernambuco e do Nordeste-, na folia brejeira, na “República do Beijo” lá em Diamantina, na banda de Ipanema ou na praça Castro Alves, roda baiana.

Para que se desgastar em intermináveis e vexaminosos barracos públicos?

Melhor entregar a sorte aos ursos pés-de-lã e às ursas manhosas que estão em todos os blocos, troças, cordões e fuzarcas.

Chifre de carnaval é fantasia, adorno, alegoria, não resiste à marca da cinza cristã da quarta-feira, não sobrevive à ressaca moral da quaresma.

Não dói, não passa nada, no dia seguinte lá estarão vocês dividindo a mesma aspirina, o mesmo pão na chapa, a mesma rotina-tapioca da harmonia dos lares, a mesma sustança que nos refaz independentemente da lavagem de roupa suja.

Então tá combinado, cada um vai para o seu lado. Bom se pudesse ser assim, fácil, mas o sangue quente não deixa, somos passionais, corações ao molho pardo, corações à cabidela, vixe!

Não tem jeito, não há dica ou manual de bom senso, será sempre o mesmo drama, “diz que me ama, porra”, como na canção clássica de Olinda.

Óbvio, amigo, você ai que me cutuca ao longe, que existem os pombinhos que se divertem lindamente juntos, numa boa, numa nice, na buena onda da maresia social clube. Mas são tão poucos, amigo, tão poucos que até esmoreço.

De casalzinho ou na bela safadeza propriamente dita, que brinque em paz, sexo seguro, decente, caliente e que a ressaca lhe seja leve nas cinzas da quarta.

SEXO SEXO SEXO

segunda-feira, fevereiro 16th, 2009

trexhome

Todo mundo pensa em sexo.

O tempo todo.

E a gente só vai dar mais combustivel para  sua mente suja - veja bem, é o que a sua tia avó falaria.

Olla lança hoje o seu blog que contará com 12 convidados especiais com uma visão nada ortodoxa sobre o assunto.

O nosso primeiro convidado (a gente nunca esquece a primeira vez) é o escritor e jornalista Xico Sá.

Nos próximos meses, teremos também a escritora Clarah Averbuck,  a blogueira e jornalista Mirian Bottan,  o vocalista Daniel Peixoto do Montage,  o jornalista de moda Jorge Wakabara, a fotográfa  Ivi Sobreira, publicitária e agitadora cultural  Lalai, a jornalista Tatiana Leão, o escritor Fabiano Rampazzo e o psiquiatra Luis Fernando Araújo.

Seja bem vindo.

Temos  certeza que vai ser tão bom para você quanto pra gente.