Total flex.
por admindezembro 21st, 2009Luís Fernando especial para Olla Blog.


Outro dia ouvi falar que uma determinada garota era flex. Eu demorei para entender a brincadeira, mas fui levado a pensar no caminho que o movimento GLS teve que atravessar para que os gays e bissexuais fossem respeitados e conseguissem, hoje, ser tratados sem preconceito. Muita gente não sabe, mas a orientação homossexual já constou de critérios diagnósticos na psiquiatria como se fosse doença, imagine só!
O tema é tão improvável para mim, que tive de fazer uma revisão breve. Como já foi dito, as classificações psiquiátricas (DSM) são úteis para aproximar a comunicação entre os médicos e para que os pacientes possam entender melhor o que é diagnosticado. No princípio do DSM, aparentemente havia mais interferência cultural entre as listagens das doenças, o que foi sendo progressivamente substituído por evidências científicas. Mas o entendimento de que a orientação sexual se tratava de doença existiu no DSM até a sua segunda versão, houve idas e vindas na terceira, mas não continuou na quarta, aquela que é utilizada atualmente na prática diária. Foi com os trabalhos pioneiros de Kinsey, com a militância de Milk e o consequente estabelecimento do movimento GLS, que houve um recuo da posição da Sociedade Americana de Psiquiatria.
Ficam, para os interessados, as inúmeras páginas da Wikipedia em inglês e os filmes “Kinsey: Vamos Falar de Sexo” e “Milk: a Voz da Igualdade” para enquadrar o tema no tempo da evolução desses conceitos.
A orientação sexual em nossa cultura tem sofrido progressivamente menos preconceito e os gays têm alcançado o seu espaço em função da ação do movimento GLS. Além disso, existem algumas evidências científicas de que essa população não se diferencia da população geral em diversos aspectos e vive uma vida saudável, ativa, produtiva e feliz. Certamente, não voltará a ser considerada doente nas próximas classificações. A tendência atual é considerar que são mais suscetíveis a certos transtornos em algumas fases da vida, mas sinceramente não é necessário evidência para tal afirmação, afinal, somos todos suscetíveis a certos transtornos em certas fases da vida, não é mesmo?
Não obstante os avanços, eventualmente são noticiadas agressões contra homo/bissexuais mesmo em São Paulo. Para isso, que haja uma polícia eficiente.
Tags: bissexual, doença, gay, lésbica, luís fernando, olla, olla blog, preservativo, sexo, total flex
4 Comentários
Desejo ainda viver em um mundo livre de preconceitos, onde ninguém vai ligar para opção sexual das pessoas
Pois é, se antes ser bissexual era um problema psiquiátrico, atualmente essa é a opção da moda, tipo as ombreiras no anos 90 - usá-las não quer dizer que vc goste.
Eu não concordo que bissexualidade é algo da moda. Isso sempre existiu, mas hoje as pessoas estão se sentindo mais seguras p/ “sair do armário”! Meu lema é: Faça sexo com que tem vontade, desde que seja sexo seguro!!
bom cada un penssa,age,se relaciona; como quer preconceito num ta com nada!!!