Fabiano Rampazzo especial para Olla Blog.
Juliana amava Pedro. Que ama Luíza. Que evita Diego. Que deseja Isadora. Que ama Rafael. Que ficou com Camila. Que brigou com Daniel. Que desistiu de Rita. Que sonha com André. Que ligou para Renata. Que namora Daniel. Que amou Fernanda. Que lembrou de Fabiano. Que ama Ligia. Que discutiu com Leonardo. Que pensa em Letícia. Que rejeitou Eduardo. Que amará Ana. Que beijou Bruno. Que idealiza Mariana. Que ainda não nasceu.
Tudo o que foi dito aqui por mim neste mês de novembro, nestas 12 postagens; tudo o que os blogueiros que me antecederam disseram aqui neste espaço bacana que a Olla promoveu; todo o esforço que cada um de nós despende para sair da cama quando o relógio toca cedo; todos os negócios e movimentações financeiras que são realizados diariamente no mundo; todas as viagens; as provas de fim de ano; o parto na madrugada; o gol do fim de semana; o xaveco ensaiado no espelho; o crime do noticiário; o assalto a mão armada; a esteira da academia; o recorte da lua de papel e cada palavra escrita no planeta tem como mola motriz o amor.
Confesso que amo.
Ele. Presente nos versos de Camões, Drummond e Zezé Di Camargo. Presente em cada desejo velado, em cada mentira dita, a cada tapa na cara. Sem amor não haveria o ódio nem a dor da cor vermelha borrifada na gola da camisa branca do marido. É o amor, que veio como um tiro certo no berro de cada criança da maternidade, e que faz cada um de nós deitar e dormir e sonhar. Mas eu nunca sonhei com você.
Minto. Minto eu, como mente o dicionário ao transformar em substantivo e verbo aquele que Nelson qualificaria como “inefável”. O amor. Pai do chute no estômago, do nó na garganta e do beijo na boca. Porque cada beijo que você, se já deu nesta vida, criança, nem se compara aos beijos que você ainda vai dar. O amor não para.
Veja, olhe bem fundo e enxergue o sentimento em cada beijo desta cena final do filme “Cinema Paradiso”, de Giuseppe Tornatore. Sem amor, a melodia de Ennio Morricone jamais aconteceria, nenhum lábio jamais molharia, nenhuma janela abriria. Ele, que fez você chorar e fará você sorrir. Um dia.













