Arquivo para novembro, 2009

Confissão de última hora.

sexta-feira, novembro 27th, 2009

Fabiano Rampazzo especial para Olla Blog.

Juliana amava Pedro. Que ama Luíza. Que evita Diego. Que deseja Isadora. Que ama Rafael. Que ficou com Camila. Que brigou com Daniel. Que desistiu de Rita. Que sonha com André. Que ligou para Renata. Que namora Daniel. Que amou Fernanda. Que lembrou de Fabiano. Que ama Ligia. Que discutiu com Leonardo. Que pensa em Letícia. Que rejeitou Eduardo. Que amará Ana. Que beijou Bruno. Que idealiza Mariana. Que ainda não nasceu.

Tudo o que foi dito aqui por mim neste mês de novembro, nestas 12 postagens; tudo o que os blogueiros que me antecederam disseram aqui neste espaço bacana que a Olla promoveu; todo o esforço que cada um de nós despende para sair da cama quando o relógio toca cedo; todos os negócios e movimentações financeiras que são realizados diariamente no mundo; todas as viagens; as provas de fim de ano; o parto na madrugada; o gol do fim de semana; o xaveco ensaiado no espelho; o crime do noticiário; o assalto a mão armada; a esteira da academia; o recorte da lua de papel e cada palavra escrita no planeta tem como mola motriz o amor.

Confesso que amo.

Ele. Presente nos versos de Camões, Drummond e Zezé Di Camargo. Presente em cada desejo velado, em cada mentira dita, a cada tapa na cara.  Sem amor não haveria o ódio nem a dor da cor vermelha borrifada na gola da camisa branca do marido. É o amor, que veio como um tiro certo no berro de cada criança da maternidade, e que faz cada um de nós deitar e dormir e sonhar. Mas eu nunca sonhei com você.

Minto. Minto eu, como mente o dicionário ao transformar em substantivo e verbo aquele que Nelson qualificaria como “inefável”. O amor. Pai do chute no estômago, do nó na garganta e do beijo na boca. Porque cada beijo que você, se já deu nesta vida, criança, nem se compara aos beijos que você ainda vai dar. O amor não para.

Veja, olhe bem fundo e enxergue o sentimento em cada beijo desta cena final do filme “Cinema Paradiso”, de Giuseppe Tornatore. Sem amor, a melodia de Ennio Morricone jamais aconteceria, nenhum lábio jamais molharia, nenhuma janela abriria. Ele, que fez você chorar e fará você sorrir. Um dia.

Minta, pero no mucho.

quarta-feira, novembro 25th, 2009

Fabiano Rampazzo especial para Olla Blog.

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João vira Maria. Alfredo é Severina. O gordinho é sarado. O médico, tarado. Na internet todo mundo é o que quiser ser. Lá na web podemos colocar para fora nossas mais intrínsecas fantasias, ao mesmo tempo em que também podemos mentir deslavadamente sem sentir a menor culpa.

Tudo bem você não ter olho claro e entrar num chat com o nick Gatinho_olho_azul,  tudo bem você criar um MSN ou um perfil de Orkut falsos, quem sou eu para dizer o que você deve ou não fazer? Para, não sou ninguém. Dê asas à sua imaginação e divirta-se a valer. Até porque, aqui entre nós, mentir é realmente bem divertido.

O problema está quando o seu nariz, de tanto crescer, ultrapassa a tela do computador e atinge a vida do outro. Há tristes relatos de mentiras que devastaram vidas de pessoas que entraram na história completamente desarmadas. Recentemente, um homem inglês engravidou 12 mulheres que conheceu pela internet, prometendo amor eterno e exclusividade a todas elas. A que preço esse cara exerceu seu impulso de espalhar seu gene pelo mundo? Deu para sacar?

Pondere, sempre que puder, se o seu prazer não pode virar lá na frente o martírio do outro. Minta, sim, se isso o diverte. Mas não a ponto de fazer mal a alguém que teve como único pecado confiar em você.

Meu amor rodou a banca.

segunda-feira, novembro 23rd, 2009

Fabiano Rampazzo especial para Olla Blog.

 

Muitos caras passam mal ao descobrir que sua amada já transou com mais parceiros do que ele, ou que neguinho da turma do trabalho ou do futebol já visitou ali.

Na mesma medida, 99,78% das mulheres escondem, diminuem, camuflam o número de parceiros e as experiências sexuais que tiveram com eles.

Erram os dois.

Costumo dizer sem muito medo de errar que a mulher mente mais que o homem. E não as culpo por isso. Se Fernando comeu 100, é garanhão. Se Juliana deu para 100, é vaca. Se Daniel já fez sexo anal com algumas meninas, é experiente. Se Carol deu o loló para alguns caras, é uma vagaba arrombada. É mais fácil, para o homem, ser sincero. A mulher é induzida a mentir para se preservar.

Tudo até que funcionaria bem nesse acordo de cavalheiros se essa equação não desse errado lá na frente. E o que acontece na maioria dos casos? Lucas descobre que Camila não só ficou, mas chupou Roberto. Pedro fica sabendo que Gabi já fez sexo, sim, no primeiro encontro. E ambos os sexos sofrem.

Quando ele e ela perceberem que somos, todos nós, um produto final de tudo o que vivemos (como eu falo no vídeo que você acabou de ver), não haverá mais espaço para sofrimento.

Se Raquel não tivesse tido todos aqueles parceiros, experiências e aventuras que teve, talvez Caio não tivesse se apaixonado por ela. Isso porque talvez ela não fosse tão engraçada (foi Ricardo que lhe despertou o bom humor), talvez não fosse tão interessante (foi Felipe que lhe mostrou os filmes do Chaplin) e talvez não fizesse aquele boquete sublime que Caio adora (pois é, agradeça ao Roberto).

Sábio é aquele que aprende a não ter ciúme, mas sim orgulho do passado da sua mulher. Fácil não é mesmo. Essa opressão social é muito injusta também com os homens. Mas tentar não custa. E, se conseguirmos, tudo ficará mais simples e mais gostoso para ambas as partes.

Primeiro encontro: dou ou não dou?

sexta-feira, novembro 20th, 2009

Fabiano Rampazzo especial para Olla Blog

Taí uma pergunta que habita com frequência rodinhas de amigas. Seria equívoco meu tentar abordar, em um post, todos os desdobramentos e todas as influências de um tema que, por si só, renderia um livro. Julguei, assim, que a melhor forma de otimizar o assunto seria elencar tópicos rápidos e objetivos. Apresentarei uma espécie de prós e contras, e você, mulher, decide sozinha o fim de sua noite, ok? Vambora:

laço
laço - o homem não se pergunta no primeiro encontro: “Será que como?”;

- mas homens são homens, mulheres são mulheres. Sexismo não é machismo. Quem tem pipi é ele e não você. E homens são, pelo instinto de perpetuação da espécie, programados para copular. Você pode gerar uma criança em um ano. Ele pode fecundar dezenas em um dia;

- se ele, homem, faz o que tem vontade, por que você, mulher, tem de passar vontade?;

- se você der e ele te achar uma vaca e sumir, calma, veja pelo lado positivo. Você descobriu de cara que o sujeito era um babaca. Ia querer um cara assim, com essa cabeça, ao seu lado?;

- chupetinhas, roça-roça, pega-pega e chupa-chupa sem liberar pra valer a verba vão, na maioria das vezes, realmente deixar o cara ligado e fazê-lo voltar. O risco aí é ele ter uma cabeça aberta, ser um cara bem-resolvido e achar você uma completa babaca;

- use camisinha. Estamos falando aqui de primeiro encontro, você não o conhece direito. E, se o cara pede ou insinua que quer te comer sem capa, triplique o sinal de alerta! Se ele te propôs isso, é porque faz também com outras tantas sem preservativo. Abra o olho, filha;

- ajoelhou, reza! Se resolveu dar, faz direito, tente se soltar, relaxar e curtir. Quanto melhor for a transa, mais chances tem de rolar de novo, óbvio;

Young unhappy heterosexual couple in bedroom

- é natural a gente se preocupar com o que os outros pensam, sim. Essa coisa de “não to nem aí para o que vão dizer” é mentira, você está “aí”, sim! Do contrário, num dia quente, sairíamos pelados na rua. Buscar saber o que ele pensa sobre o assunto pode ajudá-la a fazer sem grilos;

- “não me arrependo do que faço, me arrependo do que eu não faço”, outra frase pronta e mentirosa. Pense: só hoje você já deve ter se arrependido de umas sete coisas que fez. Se está muito insegura e acha que vai se culpar e sofrer depois, segure um pouco a onda, isso não é covardia e você não é obrigada a nada.

Desculpe ter me enfiado assim, sem aviso, na rodinha das meninas. Mas vale esclarecer que isso tudo que eu relacionei aqui não veio apenas de minha cabeça e do meu julgamento, mas é também resultado das centenas de entrevistas com homens e mulheres que fiz para os livros que escrevi.

Homens no mercado.

quarta-feira, novembro 18th, 2009

Fabiano Rampazzo especial para Olla Blog

 

Já ouvi algumas muitas vezes a mulherada falar de boca cheia: “É, amiga, tá faltando homem no mercado”. Legal. Aí, a mesma gatinha que disse isso vai, mais tarde, sozinha ao mercado comprar o Sapólio que acabou. Sem querer, ela deixa o produto cair no chão. Mas um homem, atento e gentil, se antecipa e recolhe a mercadoria, ao que ela, educada, agradece. Ele, então, encorajado e atraído, resolve puxar papo. E o que faz nossa amiga?

Responde atravessado, vira as costas e sai resmungando a si mesma: “Cara abusado, só porque foi gentil acha que pode puxar assunto, pensa que eu sou fácil, tá bom… Sinto cheiro de um xaveco de looonge, pensando o quê? Aqui não! Papinho besta, sô, pra cima de ‘moá’? Nem a pau, Juvenal!”.

Muito bem, eis uma mulher de princípios. Assim, no dia seguinte, na hora do almoço junto com as amigas, ela diz novamente sua frase preferida: “Ai, amiga, tá faltando homem no mercado, viu?”.

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Pelamordedeus! Sempre faltará homem no mercado se você não se permitir, filhota! A maioria das mulheres reclama a falta de machos sem perceber que, na verdade, são elas que nunca deram chance a nenhum deles. Acontece no intervalo da 7ª série. No semáforo que fechou. No supermercado.

Mas por que? Normalmente isso acontece por conta da ideia de que ela, a moça xavecada, está sendo fácil demais. Assim, na obstinada missão de não ser fácil demais, a princesa dá sucessivas patadas e foras.

Só que, meu amor, a questão aqui não está em ser difícil ou fácil demais, mas em ser esperta ou boba. Aonde você acha que vai chegar se continuar distribuindo nãos por aí com a mesma tranquilidade com que passa manteiga no pão pela manhã?

A mulher deve perder esse preconceito excessivo com o xaveco.

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O que será que o Sr. Sapólio queria? Lembra-se dele? Ele podia ser um cara legal, né? Podia ser um cara que ia levar nossa amiga para passear, que ia lhe entregar flores, pedi-la em namoro, em casamento, dar-lhe filhos, netos e um túmulo florido com jazigos contíguos, eternos e felizes!

Ou não, podia só querer levá-la para a cama, mas… ela ao menos teria tentado - e, quiçá, gozado (uga!).

Ok: brigue sempre por um xaveco original e verdadeiro da parte do cara. Acho superjusto.

Mas nunca se feche totalmente para ele, porque o “não” que você diz com tanto gosto não é só para o sujeito. É para você também. Combinado? Agora vá dar uma olhadinha lá na estante da despensa, porque um passarinho aqui me contou que seu Sapólio acabou. : )

Ode à calcinha de algodão.

segunda-feira, novembro 16th, 2009

Fabiano Rampazzo especial para Olla Blog.

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Este post é dedicado cemporcentoalmente às mulheres.

Moça que está sentada à frente do computador, você já parou para pensar no poder que uma calcinha de algodão pode exercer sobre o homem? Já se deu conta de que mesmo o mais reto dos cidadãos pode se esfalfar em lágrimas de emoção diante dessa algodoada peça de roupa?

Você que, quando quer seduzir, pensa apenas em rendas de cores lancinantes, abra seus horizontes para o universo que pretendo apresentar nas próximas linhas deste post.

Uma calcinha de algodão, branquinha, coloridinha, lisa ou com listras, de corações ou estrelinhas, pode arrebatar o sujeito com uma exatidão que renda nenhuma ousaria ter. Isso porque a força da sensualidade está exatamente no fato de ela não ser algo explícito. O erótico hipnotiza mais que o pornográfico. O sensual hipnotiza mais que o erótico. E uma calcinha de algodão doce traz em cada fio a essência da sensualidade mais subliminar.

Sem contar que o pedaço de pano que reverencio aqui remete à ninfeta que todo homem idealiza e que, acredite, toda mulher esconde dentro de si. Desabotoar e derramar o zíper da calça do pitéu, deslizar o jeans por suas pernas e deparar-se com uma calcinha de algodão, ornamentando cada centímetro daquela cinturinha, não é para qualquer um, meu bem. Eis cena digna de aplausos.

Inclua, sim, dentro de sua gaveta de roupinhas de guerra, uma ou duas peças de algodão. Dê de presente ao homem que você escolheu esse poema algodoado. Deixe-o se deliciar em seus versos de pano e seja, por fim, essa poetiza inocente e capciosa como toda grande artista é. Algodoe-se e faça-o feliz.

A equação da roupa certa.

sexta-feira, novembro 13th, 2009

MD + EP + NVS² = JBV

MD + EP + NVS² = JBV

 Onde começa uma transa? Poucas pessoas consideram que a magnânima noite de sexo pode começar no instante em que você decide que roupa vai sacar do seu armário. Acredite nisso e veja como é possível potencializar suas chances de se dar bem usando a roupa certa.

Quem não quer vestir-se bem? O mundo, desde que nasce, quer se vestir bem. Por que você acha que os nenês nascem chorando? Porque nascem pelados, ora! Se alguém pudesse traduzir os berros de uma criança no pós-parto, teríamos algo como: “Cadêêêê minha fralda nova e meu macacãozinho de veludo alemão?”. Os anos passam e, lá na frente, com a gente já adulto, a velha questão reaparece: Como fazer para se vestir bem?

Muito bem, vamos lá! Antes de tudo, vamos largar mão da hipocrisia e admitir, sim, que se a gente fica horas na frente do espelho escolhendo a camisa mais bacana ou o a sainha perfeita é porque queremos ser notados. Esse nheco-nheco de que “eu me visto para mim e não para os outros” é conversa para boi dormir. Queremos que o sexo oposto olhe para a gente e se sinta atraído. Ponto.

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Entendido isso, o primeiro ponto a ser observado nessa busca pela roupa ideal é a moda. Sim, sim, a moda. Ela não existe à toa e espiar o que estão usando os galãs de novela, o que dizem as principais revistas masculinas e femininas e, sobretudo, observar as pessoas nas ruas, na facul e no seu trampo é essencial. Seja você gatinha ou gatão, não podemos simplesmente abrir mão da moda - tendo em vista nosso objetivo.

Mas só a moda não basta. Isso porque, vamos imaginar que, de repente, a moda determine que o cool é usar suspensórios em vez de cintos. Só que você adora seus cintos e, como se não bastasse, sempre achou suspensórios ridículos. Chegamos aí no segundo e importantíssimo ponto: o seu estilo próprio.

Só que pautar seu guarda-roupa em cima apenas de seu próprio estilo pode ser também uma bela duma roubada. Vamos supor que seu estilo seja andar de pochete para cima e para baixo. Ora, isso não lhe dá o direito de ir numa balada de pochete na cintura, minha criança. Ter semancol e bom senso é fundamental. Assim, chegamos ao terceiro e último elemento que compõe nossa equação para se vestir bem: a noção de que você é um ser social.

Muy bien. Somando Moda (MD) + Estilo Próprio (EP) + Noção de que Você é um Ser Social (NVS²) chegamos ao produto final que você tanto queria: Jovem Bem Vestido (JBV). Parabéns! E boa bimba.

A arte da observação.

quarta-feira, novembro 11th, 2009

Fabiano Rampazzo especial para Olla Blog

Pare! Antes de ler, ouça:

 

A principal lição que este podcast gravado por mim e pelo meu chapa Ismael de Araujo traz não é a de como xavecar no seu trampo. Não. A grande sacada deste áudio está na arte de observar o nosso objeto de desejo. Até porque isso pode ajudar não só os caras, mas a mulherada também, e não só no ambiente de trabalho, mas em qualquer lugar do planeta.

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No áudio nós pedimos para o cara evitar emprestar um filme como “Rambo” ou “Os Dobermans Atacam” e conclamamos a sensibilidade do sujeito em perceber que tipo de filme a doce menina que trabalha com ele gostaria de assistir. Vamos fazer esse exercício agora? Olhe para a pessoa ao seu lado (e não importa se é sua avó que está passando roupa aí) e apenas imagine: “Se eu fosse xavecar minha vó com um filme, qual seria?”.

O lance, caro leitor, doce leitora, é que cada pessoa pede um filme diferente. E o bom observador larga na frente quando o assunto é xaveco. Fato. Falei de filmes aqui como mero exemplo. Observar se nosso alvo fala pouco, se é vegetariano, gosta de futebol, viaja aos finais de semana, detesta cachorro, curte criança, pratica esportes, odeia ler ou tem uma foto do Sylvester Stallone vestido de Rambo nas costas de seu monitor pode ser decisivo na hora da investida.

Exercite esse voyeurismo, observe mesmo aquele que tanto o atrai e decida, com calma, qual o melhor e próximo passo.

Amor, mais que palavra.

segunda-feira, novembro 9th, 2009

Fabiano Rampazzo especial para Olla Blog

Proponho aqui a análise desta cena do filme “Simplesmente Amor”, de Richard Curtis:

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A cena nos mostra a silenciosa e competente declaração de amor de um cara para a mulher da vida dele - que é casada com outro. Uma bela cena de xaveco (em um filme bobinho), e nosso amigo do microsystem mandou bem porque mostrou tudo o que o bom xaveco tem que ter: sensibilidade, criatividade e verdade. Ponto para o mano.

Contudo, mais adiante, a cena nos dá outra lição. Comovida, a loirinha, personagem de Keira Knightley (belo pitéu, vale dizer), corre em direção ao camarada dos cartazes animados e lhe dá um beijo. Na boca. Um selinho. Estalinho, se preferir. E, então, nosso nobre herói xavequeiro o que faz? Nada.

Caro internauta que lê essas linhas neste exato momento, note que o chapa fez um baita dum golaço, de bicicleta, no ângulo, aos 48 do segundo tempo, mas não levou o caneco para casa! E por que? Porque lhe faltou algo que xavequeiro nenhum pode jamais desprezar: a pegada.

Na instante do beijinho, era a hora de o cara emendar um colossal beijo de língua na musa, arrepiar todos os pelinhos da menina, jogá-la nos ombros e levá-la para sua caverna. Mas não, ele optou por voltar a ser o banana de sempre e foi embora com aparelho de som e cartolinas na mão. E ela voltou para casa onde, mal ou bem, certamente havia um macho capaz de lhe dar a segurança de que precisa. Acerto no começo, falha dantesca no final.

Amor é mais que palavra, parceiro. É atitude.

 

Confira a cena do filme: http://migre.me/b6yn

Mirem-se no exemplo.

sexta-feira, novembro 6th, 2009

Fabiano Rampazzo especial Olla Blog

Ok. Aqui a brincadeira será a seguinte: veja o vídeo antes de tudo e, depois, volte a ler o restante do post, fechado? Bora!

Muito bem, como pode um videozinho de um minuto nos trazer tantas e sábias lições, não é mesmo? Vou enumerá-las aqui e, concordando ou discordando, o importante é você deixar sua opinião sobre o que viu. As minhas são estas:

Lição 1- Sexo é bom. E fica ainda melhor com música. Veja como a trilha dá ritmo ao vai-e-vem dos quadris animalescos, e com o seu não será diferente, parceiro. Sempre que puder, separe o Cdzinho, deixe a faixa engatilhada e play nela!

Lição 2- TEM CABIMENTO MULHER COM FRESCURINHA PRA DAR DE QUATRO? Desculpe o surto aqui, mas… pelamordedeus! É cada uma que já ouvi de mulher sobre essa ancestral posição: “Ai, acho vulgar, sabe?”, “Ai, não gosto da condição de submissão que essa posição nos coloca”, “Ai, sei lá, tenho vergonha…”. Meninas, vejam como fazem os leões, macacos, zebras, suricatos, iguanas, camelos. Ah, sábia natureza… tudo de quatro, filha! O que quero dizer é que essa posição não é mero fetiche masculino, mas está incutida em nosso gene desde sempre.

É a mais natural das posições. Ladies, menos frescura nessa hora, até porque, rezam as sexólogas, há alguns tipos de orgasmos que  a mulher só consegue atingir assim. Bumbum pra cima, meninada!

Lição 3- Somos bichos até certo ponto, né? Chega uma hora em que temos de assumir nossa condição de seres racionais e… camisinha nele, cidadão! O preço de uma bimbada sem capa poder ser realmente alto, como alerta o vídeo: a cada hediondos 6 segundos, uma pessoa é infectada com o vírus HIV. Para você, homem ou mulher, que por algum motivo se considera um imune iluminado, faço um apelo: use camisinha. Você não vai perder essa condição divina fazendo sexo seguro.