Regulamento Concurso Cultural “Dia do Sexo” - Redes Sociais
1) No período de 02/09/2010 a 06/09/2010 será realizado o concurso cultural “Dia do Sexo”, promovido pela Hypermarcas S.A., inscrita no CNPJ/MF sob nº 02.932.074/0001-91, com sede na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Av. Presidente Juscelino Kubitscheck, 1217, Casa 07, Vila Nova Conceição, Cep.: 04.543-011.
2) Este concurso tem caráter exclusivamente cultural, não estando subordinado a nenhuma modalidade de álea ou pagamento por parte dos concorrentes para aquisição de produtos ou serviços, nos termos do art. 30 do decreto 70.951/72.
3) Poderá participar do concurso qualquer pessoa física, residente e domiciliada no Brasil, maior de 18 anos. Estão impedidos de participar do presente concurso qualquer funcionário, diretor e/ou sócio controlador da empresa promotora do concurso.
4) Para participar, o interessado deverá responder, através do twitter do Dia do Sexo (@diadosexo), perguntas propostas. As respostas serão avaliadas por um comitê julgador. O primeiro autor que enviar a resposta correta terá direito ao prêmio referido na Cláusula 8, descrita mais adiante.
4-a) Não serão consideradas válidas respostas enviadas via Correios ou qualquer outra forma que não seja pelo cadastro no site acima discriminado
4-b) As respostas deverão ser fornecidas através de um perfil válido dentro do Twitter, sendo que, para participar, o participante deverá responder a pergunta, retro mencionada, respeitando o limite máximo de 140 caracteres imposto pelo Twitter, incluindo em sua resposta, sem que exista a necessidade de fazer parte do sentido da frase, a indicação técnica @diadosexo, necessária à correta identificação do usuário, dentro do ambiente da comunidade social Twitter.
4-c) Os participantes têm o direito de participar quantas vezes quiserem, contanto que observadas sempre todas as condições deste Regulamento, podendo, no entanto, ser premiado apenas uma vez.
5) As inscrições que estiverem com dados pessoais insuficientes para identificação do participante ou que apresentarem termos contrários aos bons costumes ou à moral serão desclassificadas.
5-a) TAMBÉM SERÃO INVALIDADAS AS INSCRIÇÕES CUJAS RESPOSTAS CONTENHAM A EXPRESSÃO “Olla” OU OUTRA EXPRESSÃO DE CUNHO COMERCIAL, QUE POSSAM CARACTERIZAR A DIVULGAÇÃO DO NOME OU DAS MARCAS DE PRODUTOS RELACIONADOS À EMPRESA PROMOTORA DESTE CONCURSO, SOB PENA DE IMEDIATA DESCLASSIFICAÇÃO.
5-b) Serão igualmente invalidadas inscrições de menores de 18 anos.
6) Os dados dos participantes, informados no cadastro, serão utilizados exclusivamente para a identificação e localização dos ganhadores, em atendimento ao disposto no artigo 4º, parágrafo 2º, da Portaria nº 184/2006.
7) As respostas dos participantes serão entregues para avaliação a uma Comissão Julgadora, formada por 5 pessoas, que serão responsáveis por julgar e avaliar o conteúdo enviado pelos participantes, sendo que as decisões da referida Comissão serão soberanas e irrecorríveis.
7-a) A Comissão Julgadora fará a seleção da primeira resposta correta que se enquadre na proposta do concurso.
7-b) Em caso de respostas com conteúdo similar, o critério para desempate será a que tenha resposta enviada e emprego correto da língua portuguesa.
Os autores das frases selecionadas terão direito aos seguintes prêmios:
8-1) Melhor resposta (1 ganhador): ganhará um kit composto de camiseta do Dia do Sexo e produtos OLLA
9) Em até 5 (cinco) dias após o término do concurso, a Comissão Julgadora terá selecionado as respostas, comunicado o titular da resposta vencedora através do Twitter (@diadosexo), com informações sobre como e quando receberá seus prêmios.
9-a) Em nenhuma hipótese o prêmio será convertido em dinheiro ou em qualquer outra mercadoria, produto ou serviço.
9-b) Os prêmios só serão atribuídos aos ganhadores após a verificação do cumprimento de todas as regras e do presente Regulamento do concurso, sendo desclassificados aqueles participantes que não os cumprirem integralmente.
9-c) Caso algum prêmio não seja reclamado no prazo de até 2 (dois) dias, contado da data da divulgação do ganhador no site em caput, caducará o direito do respectivo titular.
9-d) Na ocorrência de falecimento do ganhador antes da entrega do prêmio, os respectivos herdeiros farão jus e receberão o prêmio de acordo com a legislação vigente, desde que exercido tal direito dentro do prazo previsto neste Regulamento e desde que seja apresentada a devida documentação que os legitime.
10) Os participantes declaram ser titulares exclusivos dos direitos autorais incidentes sobre as histórias por eles elaboradas, assumindo plena e exclusiva responsabilidade pela resposta/frase criada, por sua titularidade, originalidade e por sua imagem, incluindo, sem limitação, responsabilidade por eventuais violações à intimidade, à privacidade, à honra e à imagem de qualquer pessoa, a deveres de segredo, à propriedade industrial, a direito autoral e/ou a quaisquer outros bens juridicamente protegidos, eximindo a promotora de qualquer responsabilidade relativa a tais fatos, aspectos, direitos e/ou situações, devendo ainda mantê-la a salvo de todos os pleitos, demandas, despesas, obrigações, processos e inquéritos contra ela ou que a envolva, devido a resultados ou decorrências de suas eventuais práticas indevidas.
11) Os participantes cedem, desde já, pela participação no concurso, os direitos autorais que possuem sobre as respostas/frases encaminhadas, sem qualquer ônus e em caráter definitivo, para qualquer tipo de utilização, publicação, reprodução por qualquer meio e técnica, especialmente na divulgação do resultado do concurso, nos termos do artigo 29, da lei 9.610/98 – Lei de Direitos Autorais, tendo plena ciência de que eles não serão devolvidos após o término do Concurso Cultural.
12) Os ganhadores, desde já, autorizam o uso de seu nome, som de voz e imagem, sem qualquer ônus, pelo prazo de 1 (um) ano, seja em mídia impressa, eletrônica, televisiva ou marketing direto, da forma que melhor aprouver à Hypermarcas.
13) Ao inscrever-se para participar neste concurso, nos termos deste regulamento, o participante automaticamente reconhecerá e aceitará expressamente que a promotora não é responsável nem pode ser responsabilizada por qualquer dano ou prejuízo oriundo da participação neste concurso ou da eventual aceitação do prêmio.
14) Eventuais casos omissos ou dúvidas suscitadas no decorrer do concurso serão resolvidos pela Comissão Julgadora, cujas decisões são irrecorríveis.
15) A participação no presente concurso implica no total reconhecimento e aceitação das condições estabelecidas neste regulamento.
Concluindo.
Luís Fernando especial para Olla Blog.


Com este post, termino minha contribuição e também se conclui o blog. And I gotta tell’ya, it was fun! Dividi-me em três tarefas: falar de psiquiatria sem ser absolutamente técnico, informar e sintetizar o que já havia sido dito aqui. O mais difícil foi não assumir um discurso técnico, pois com o tempo se ganha um cacoete que engessa e é quase impossível de contornar. Ou seja, foi um belo exercício e foi divertido.
O que houve aqui foi uma fotografia do nosso tempo, dos comportamentos, da música, das insatisfações. Desvios do comportamento sexual existem e vale a pena saber deles, entender como socialmente lidamos com eles, como se faz a coisa do ponto de vista médico. Mas, afinal de contas, tudo isso é para se gozar mais e melhor da presença de um companheiro, de dividir e de amar, como F. Rampazzo confidenciou em seu último post.
Existe um tipo de amor responsável, que lida com o outro sem desfaçatez ou indolência, aquele que se preocupa com a própria saúde e com a do parceiro (e, portanto, usa camisinha), é autêntico no sentido de não fazer uso dos sentimentos dos outros e não é perverso. A esse tipo dedico o que escrevi.
Desejo, com o início do ano de 2010, que meus leitores se embriaguem desse mesmo amor poético ou não, do amor real e possível, cheio de intransigências, como ele normalmente se apresenta a todos.
Parafilias
Luís Fernando especial para Olla Blog.
Como prometido, algumas observações sobre a psiquiatria e os desvios do comportamento sexual.
Doença mental é a perda da liberdade. No caso específico dos transtornos do comportamento sexual, existem dois grandes limites. Primeiramente, aquele do incômodo que o próprio indivíduo sente com o seu comportamento e, na outra ponta, o incômodo social, ou seja, quando a comunidade define tal comportamento como inaceitável.
Para o lado do crime estão o exibicionismo e a pedofilia. Ambas as condições estão envolvidas com questões éticas. Por exemplo, deve o médico que atende ao pedófilo denunciá-lo? O Conselho Federal de Medicina e o Conselho Regional de Medicina discordam entre as condutas. Para o Conselho Regional, melhor é denunciá-lo. Para o Federal, não. Para este, melhor é que não se denuncie, pois essa conduta pode permitir que outros pedófilos procurem tratamento. No caso contrário, não o fariam em virtude do risco de serem expostos pelo seu médico. Eu me alinho com o Conselho Regional: devem ser denunciados. Ainda assim, é uma questão intensamente difícil no consultório. Sobre o tema, indico o filme “O Lenhador“, com Kevin Bacon, de Nicole Kassel, que dá uma ideia das implicações e variações que existem entre os diferentes pedófilos. Aliás, fico citando filmes aqui, mas já há dois psiquiatras que recentemente publicaram um livro sobre essa aproximação entre cinema e psiquiatria. Chama-se “No Avesso da Tela: a Psiquiatria pelo Cinema, de José Paulo Fiks e Andres Santos Jr. Lá pode-se encontrar novos exemplos, de outros filmes que não citei.


Outras patologias normalmente surgem no consultório quando há algum desconforto do paciente (egodistonia é o nome técnico para esse fenômeno). Tais condições estão relacionadas com o prazer ao olhar ou ser olhado. É o caso do exibicionismo, uma condição que aparece no gênero masculino e é caracterizada pelo ato de mostrar o órgão genital para pessoas estranhas. Voyeurismo diz respeito a ter prazer em ver pessoas nuas ou mantendo relações sexuais. O fetichismo é outra patologia interessante, na qual o paciente desenvolve um desvio de interesse por determinado objeto inanimado como roupas íntimas; por vezes é tão intensa que aquele determinado objeto pode adquirir propriedades mágicas e dominar o interesse do paciente acometido. Insisto que, para o diagnóstico de tais patologias, devem estar incluídos grande comprometimento da função social e incômodo para o indivíduo acometido. Nos demais casos, não são considerados doenças.
Total flex.
Luís Fernando especial para Olla Blog.


Outro dia ouvi falar que uma determinada garota era flex. Eu demorei para entender a brincadeira, mas fui levado a pensar no caminho que o movimento GLS teve que atravessar para que os gays e bissexuais fossem respeitados e conseguissem, hoje, ser tratados sem preconceito. Muita gente não sabe, mas a orientação homossexual já constou de critérios diagnósticos na psiquiatria como se fosse doença, imagine só!
O tema é tão improvável para mim, que tive de fazer uma revisão breve. Como já foi dito, as classificações psiquiátricas (DSM) são úteis para aproximar a comunicação entre os médicos e para que os pacientes possam entender melhor o que é diagnosticado. No princípio do DSM, aparentemente havia mais interferência cultural entre as listagens das doenças, o que foi sendo progressivamente substituído por evidências científicas. Mas o entendimento de que a orientação sexual se tratava de doença existiu no DSM até a sua segunda versão, houve idas e vindas na terceira, mas não continuou na quarta, aquela que é utilizada atualmente na prática diária. Foi com os trabalhos pioneiros de Kinsey, com a militância de Milk e o consequente estabelecimento do movimento GLS, que houve um recuo da posição da Sociedade Americana de Psiquiatria.
Ficam, para os interessados, as inúmeras páginas da Wikipedia em inglês e os filmes “Kinsey: Vamos Falar de Sexo” e “Milk: a Voz da Igualdade” para enquadrar o tema no tempo da evolução desses conceitos.
A orientação sexual em nossa cultura tem sofrido progressivamente menos preconceito e os gays têm alcançado o seu espaço em função da ação do movimento GLS. Além disso, existem algumas evidências científicas de que essa população não se diferencia da população geral em diversos aspectos e vive uma vida saudável, ativa, produtiva e feliz. Certamente, não voltará a ser considerada doente nas próximas classificações. A tendência atual é considerar que são mais suscetíveis a certos transtornos em algumas fases da vida, mas sinceramente não é necessário evidência para tal afirmação, afinal, somos todos suscetíveis a certos transtornos em certas fases da vida, não é mesmo?
Não obstante os avanços, eventualmente são noticiadas agressões contra homo/bissexuais mesmo em São Paulo. Para isso, que haja uma polícia eficiente.
Receitas para a vida sexual.
Luís Fernando especial para Olla Blog.


Quando se procura por um psiquiatra no consultório, frequentemente é para encontrar respostas para problemas pelos quais se está passando. Como já escrevi em posts anteriores, sexo faz parte de uma vida saudável e, é claro, aparece sempre como tema em consultórios. “Como devo fazer para melhorar minha vida sexual? O que eu falo para minha parceira ou meu parceiro? Ela/ele não quer mais ter relações, perdeu o interesse em mim?”.
Sexo movimenta os relacionamentos e a diminuição do interesse sexual que surge ali pode refletir inumeráveis circunstâncias. Portanto, não existe uma resposta adequada a todos, mas, com o tempo, e conhecendo-se o paciente, pode-se tentar algum tipo de orientação.
Este espaço é prova de que podemos falar muito sobre o tema. Observem que já se passou um ano inteiro com diferentes contribuições e pontos de vista acerca dele. A internet é mesmo um bom termômetro para a coisa toda. A Lalai, por exemplo, garimpou objetos e comportamentos interessantes. Ana Laura escreveu um post engraçadíssimo sobre por que parceiros de filmes deram ou não certo. Ambas revelaram músicas para se dividir com os parceiros, e todos tentaram escrutinar o que existe no sexo que nos faz tão curiosos sobre ele.
A mesma motivação para tudo que se escreveu me parece ser aquela do paciente, mas com a particularidade que o paciente chega com um sofrimento para relatar. Ele pede respostas imediatas, uma medicação, se for possível. Mas uso o mesmo argumento da variedade e da diferença de comportamentos que agradam ou desagradam individualmente, e fico com uma resposta vaga, por obrigação, de que “senhora/senhor, não há uma resposta para sua pergunta” ou “não posso te dizer o que você deve fazer com a sua vida”.
Conversem, conversem, conversem! Fale com o seu parceiro sobre a sua insatisfação, tentem encontrar um lugar que seja confortável para ambos, não existe uma fórmula que se possa dar e que vá dar certo em qualquer circunstância ou para qualquer casal.
A sexualidade no idoso.
Luís Fernando especial para Olla Blog.
Creio que ainda haja quem pense que idosos não têm ou não podem ter uma vida sexual como os adultos. Isso é tão introjetado culturalmente que existe até marchinha de carnaval dedicada aos velhinhos: “A pipa do vovô não sobe mais…”. Felizmente, a forma como encaramos a sexualidade entre os idosos vem mudando.
Em 1907, Alois Alzheimer definiu uma patologia resultante das “consequências naturais da senilidade”. Cem anos depois, trabalhamos com um outro paradigma. Consideramos o envelhecimento uma condição que fragiliza, não que causa a doença. Há pouco tempo, definiu-se o conceito de envelhecimento bem-sucedido, o que quer dizer que o indivíduo pode envelhecer com saúde até aproximadamente o momento da morte. Senilidade, por outro lado, hoje define o envelhecer com doenças crônicas.


Um dos objetivos da geriatria é oferecer conhecimento para os indivíduos, principalmente os que estão fora da faixa etária geriátrica, para um envelhecimento saudável. Existem, inclusive, metas já propostas para se alcançar esse estado, como manter atividades físicas frequentes, reduzir o nível de colesterol, etc. Mas vamos à sexualidade nesse contexto: da mesma maneira, há estudos demonstrando que o envelhecimento não define perdas funcionais dos órgãos sexuais, como se pensava no passado. O idoso pode manter a capacidade de ereção e, em alguns estudos, demonstrou-se que os idosos do sexo masculino podem desenvolver, inclusive, melhor controle sobre a ejaculação.
Entre as idosas, as alterações do climatério podem produzir dor no ato sexual e diminuição da libido. Contudo, na mesma medida em que o conhecimento sobre os processos fisiológicos do envelhecimento aumentaram, também avançamos em termos de medicações e terapias que podem melhorar a qualidade de vida dos indivíduos que desenvolveram algum desses sintomas. Portanto, o Viagra® e a reposição hormonal têm importante papel na melhoria da qualidade de vida e são, hoje, amplamente prescritos.

Para além das terapias medicamentosas, a orientação das modificações próprias das relações nessa fase da vida é uma abordagem importante. O idoso tem de lidar com a perda de amigos e irmãos, com um ambiente urbano muitas vezes inadequado para a lentificação de seus reflexos e da psicomotricidade, etc. A sexualidade e a libido podem ser expressão da forma como os idosos lidam com eventos de vida como esses.
Com o aparecimento de uma ideia de envelhecimento bem-sucedido, as psicoterapias ampliaram seu escopo. Originalmente, Freud tinha ressalvas quanto à aplicação da psicanálise no idoso. Com efeito, na sua época era difícil de imaginar que uma terapia demorada pudesse ter alguma indicação, já que o sujeito não sobreviveria ao processo todo. Mas acho que todos os leitores deste blog já estão cientes das últimas estatísticas do aumento da expectativa de vida em muito países, mais pronunciadamente entre os não-desenvolvidos, coisa que não existia na época em que Freud escreveu sua teoria. Hoje as psicoterapias são amplamente indicadas e podem ajudar os idosos a lidar com as circunstâncias de vida próprias de sua faixa etária.
Portanto, há sexo entre idosos e os idosos de hoje querem manter o mesmo padrão de vida sexual que tiveram durante a juventude. Melhor ainda, hoje podem fazer uso de diversas opções que seu geriatra pode lhe oferecer para uma vida sexual saudável.
Freud.
Luís Fernando especial para Olla Blog.
Freud foi um pensador de grande importância para a psiquiatria. Em sua primeira fase, ele atribuía todo comportamento neurótico a um trauma sexual que o paciente teria vivido em sua infância, e posteriormente passou a admitir que esse trauma poderia ser imaginário. Ele tomou uma nova postura sobre a infância e identificou comportamentos sexuais que se desenvolvem no período, contrariando a noção popular de que a criança é um ser assexuado. Finalmente, construiu toda uma teoria em torno de suas observações sobre pacientes com histeria, da qual emanaram os dois pontos de vista que citei.
Suas construções levam em conta pulsões sexuais que se desenvolvem na triangulação edípica. Não se referem, na maior parte das vezes, ao ato em si, mas às consequências de fantasias de cada paciente.
Para mim, o maior mérito dele com essa técnica que desenvolveu, a psicoterapia, foi chamar a atenção dos pacientes para a necessidade de refletir a respeito de seus comportamentos e problemas. A reflexão não apenas surge quando se está sozinho em uma sala silenciosa, mas também se constrói na interação com uma outra pessoa. Isso pode ocorrer socialmente, é claro, mas também, no caso da pessoa que sofre, no contato com o psicoterapeuta.


O que isso tudo tem a ver com este blog? Freud iniciou as condições necessárias para a massificação do conceito de tabu, que ele definiu. Esse conceito, por muitos anos, foi usado para dar ensejo à liberação sexual e à superação dos preconceitos contra comportamentos relacionados com o sexo e a sexualidade. Felizmente, a psicoterapia transcendeu essas questões (que são de grande importância) para dar conta de problemas que vêm se intensificando em nosso tempo, a saber: a depressão, os transtornos de personalidade e até o crime.
Também houve, com o nascimento da psicanálise, a abertura para outros tipos de psicoterapia. Diversas linhas filosóficas tentam impor seus pontos de vista na psicoterapia, o que permitiu o nascimento da Gestalt-terapia (de bases estruturalistas), da terapia fenomenológico-existencial, da terapia cognitivo-comportamental e de diversas outras. Ainda não há evidência definitiva de que uma seja melhor que as outras, mas há mais estudos com a terapia cognitivo-comportamental e, por isso, ela está sendo cada vez mais indicada por médicos nos tratamentos.
Modernamente, também temos evidências claras do efeito das medicações, o que contribuiu para o tratamento do paciente com queixas psíquicas. Elas são consideradas, hoje, de primeira escolha para a maior parte das doenças.

As doenças são hoje relacionadas em códigos para unificação dos termos e melhor compreensão entre os médicos e pesquisadores. São os famosos Código Internacional de Doenças (CID-10) e DSM-IV. Há outros códigos regionais. Por exemplo: Cuba mantém um código próprio. Também não se usa o termo doença, mas transtorno (na tradução brasileira), em virtude de não haver uma etiologia definida para os fenômenos psíquicos patológicos.
Este post pretende dar uma base, ainda que superficial, para os que virão, pois vamos passar para uma segunda parte da minha participação aqui. Nela, pretendo me aproximar propriamente da posição médica diante dos desvios e dos diversos comportamentos relacionados com a sexualidade. Então, até lá!
PROMOÇÃO - “A melhor frase para o pior xaveco”
Os posts de Fabiano Rampazzo, para o Olla Blog, nos proporcionaram interessantes reflexões, ótimas risadas e deixaram muitas saudades. Seus sensacionais “Xavecos” nos mostraram um lado (bem humorado) do sexo que todos pensam, mas poucos têm coragem de falar.
Sendo assim, gostaríamos de propor um desafio para homenagear essa divertida participação. Queremos saber como seria sua melhor resposta para aquele xavequinho de quinta. Premiaremos os dois seguidores que enviarem as melhores respostas para o pior xaveco. Os vencedores irão receber um exemplar do livro “Manual do Xavequeiro”, escrito pelo próprio Rampazzo e por Ismael de Araújo.
Então, busque na memória aquele xaveco furado que você recebeu na balada, na fila do ônibus, na padaria ou no trabalho e nos conte a resposta. Afinal, ela pode ser útil para muita gente e ainda, te dar o melhor manual para não errar na hora de chegar naquela pessoa.
Mecânica:
Para concorrer o participante deverá seguir o perfil do Olla Blog no Twitter (@ollablog). O participante deverá enviar um tweet iniciando com @ollablog e com qual resposta daria para o pior xaveco. Os dois seguidores que enviarem as melhores frases serão escolhidos e, devidamente, premiados. Lembrando que os participantes poderão enviar quantas respostas quiserem.
O Concurso é válido no período de 14/12/09 a 22/12/09, a divulgação do ganhador será no dia 23/12/09, em um post no Olla Blog.
Os perfis selecionados receberão o seguinte prêmio: 1 exemplar do livro “Manual do Xavequeiro”
O prêmio é individual e intransferível. Em hipótese alguma os vencedores poderão trocá-los ou recebê-los em dinheiro.
Este concurso é de caráter exclusivamente cultural, não estando vinculado à compra de produto nem subordinado a qualquer modalidade de sorte (artigo 30 do decreto-lei 70.951/72)
Os participantes da promoção, incluindo o vencedor, assumem total e exclusiva responsabilidade a respeito de todas e quaisquer eventuais reivindicações de terceiros que se sintam prejudicados pela cessão do direito de autor, sendo esses direitos cedidos livres e desembaraçados de todos e quaisquer ônus ou restrições.
O vencedor autoriza, desde já, a veiculação de seu nome na divulgação do concurso e seu resultado, bem como o vencedor cede, gratuitamente, os direitos de autor sobre a resposta, para utilização da mesma para a divulgação da conquista do prêmio, sem que o Olla Blog tenha que fazer qualquer pagamento para tanto.




